Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Natureza - Merleau-Ponty

“é a reflexão sobre o estatuto do ser natural ou do ser naturalmente que permite passar da fenomenologia para a ontologia. A reflexão crítica sobre o tema da natureza, no seu pensmento final, prepara essa passagem. Essa inserção ou encarnação da subjetividade em um corpo reflexivo faz dela um acontecimento do mundo em sua forma de aparecer como corpo e sentido inseparáveis e inerentes ao sensível. A emergência do corpo próprio e do corpo reflexivo no corpo biológico seria o mais alto grau de manifestação de um Ser que é intrinsecamente visibilidade e expressividade. Nesse sentido, afirma Merleau-Ponty: há natureza por todaa parte onde há uma vida que tem um sentido, mas em que, entretanto, não há pensamento (La Nature:Notes Cours du Collège de France. pag.19). A natureza é o fundo inumano que nos move e que nos determina de dentro para fora. É natureza viva tudo o que tem um sentido, mesmo sem ser posto como pensamento. ela é a autoprodução de um sentido (La Nature:Notes Cours du Collège de France. pag.19). Dessa forma, Merleau Ponty reafirma “a natureza como o outro lado do homem (como carne – de modo algum como ‘matéria’)”(Merleau-Ponty, Le Visible et l´Invisible. p.328).

José de Carvalho Sombra (no livro A Subjetividade Corpórea, página 180)

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