Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amor paternal

Descubro que às vezes amor e admiração não basta para nos entendermos. Podemos nos amar tanto, mas existe um mundo que nos separa. Devoção em nos criar, sorriso tímido e poucas palavras pela vida dura. Opções, às vezes me questiono o que foi isso para mim e para ti… Enfim, descubro que não tenho opção de não te amar e não te admirar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cuidado profissional: formação, produção, difusão e memória.

  1. Formação*: Transmissão da magia já existente na sociedade.
    • Aluno
    • Professor
  2. Produção: A partir da formação criamos novos conhecimentos, produtos, artes, espetáculos, etc.
  3. Divulgação: Não basta produzir ou formar, precisamos divulgar e expandir.
  4. Memória: Arquivar fisicamente os conhecimentos para que futuramente alguém possa se beneficiar.

* Formação muitas vezes precisa de manutenção.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Olhar é um ato de escolha - John Berger

“Só vemos aquilo que olhamos. Olhar é um ato de escolha. Como resultado dessa escolha, aquilo que vemos é trazido para o âmbito do nosso alcance – ainda que não necessariamente ao alcance da mão. Tocar alguma coisa é situar-se em relação a ela. […]. Nunca olhamos para uma coisa apenas; estamos sempre olhando para a relação entre as coisas e nós mesmos. Nossa visão está continuamente ativa, continuamente em movimento, continuamente captando coisas num círculo à sua própria volta, constituindo aquilo presente para nós do modo como estamos situados.”

John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)

P.S. Aquilo que não conseguimos ligar os pontos (relacionar) não enxergamos. Yiuki

Natureza da reciprocidade da visão - John Berger

Logo depois de podermos ver, nos damos conta de que podemos também ser vistos. O olho do outro combina com o nosso próprio olho, de modo a tornar inteiramente confiável que somos parte do mundo visível.
Se aceitarmos qeu podemos ver aquele morro ao longe, estamos propondo que daquele morro podemos ser vistos. A natureza da reciprocidade da visão é mais fundamental do que a do diálogo falado. E com frequência o diálogo é uma tentativa de verbalizar isso… uma tentativa de explicar como, quer metaforica ou literalmente, “você vê as coisas”, e uma tentativa de descobrir como “ele vê as coisas”.

John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)

Ver precede as palavras - John Berger

“Ver precede as palavras. A criança olha e reconhece, antes mesmo de poder falar.

Mas existe ainda outro sentido no qual ver precede as palavras: o ato de ver que estabelece nosso lugar no mundo circundante. Explicamos esse mundo com as palavras, mas as palavras nunca poderão desfazer o fato de estarmos por ele circundados. A relação entre o que vemos e o que sabemos nunca fica estabelecida. A cada tarde, vemos,  o Sol se pôr. Sabemos que a Terra está se movimentando no sentido de afastar dele. No entanto, o conhecimento, a explicação quase nunca combinam com a cena.”

John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)

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