Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

terça-feira, 30 de junho de 2009

MORTE - Walter Gutdeutsch

“É necessário passsar pelas portas alquímicas da dor e da morte, transformando a morte em vida.” Walter Gutdeutsch

segunda-feira, 29 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CONHECIMENTO x FENOMENOLOGIA - HEGEL, G.W.F.

"Segundo uma representação natural, a filosofia, antes de abordar a coisa mesma, ou seja, o conhecimento efetivo do que em verdade é, necessita pôr-se de acordo sobre o conhecer, o qual se considera ou um instrumento com que se denomina o absoluto, ou um meio através do qual se o contempla.

Parece correto esse cuidado, pois há, possivelmente, diversos tipos de conhecimento. Alguns poderiam ser mais aptos do que outros para a obtenção do fim último, e por isso seria possível uma falsa escolha entre eles. Há também outro motivo: sendo o conhecer uma faculdade de espécie e de âmbito determinados, sem uma determinação mais exata de sua natureza e de seus limites, há o risco de alcançar as nuvens do erro em lugar do céu da verdade. Ora, esse cuidado chega até a transformar-se na convicção de que constitui um contra-senso em seu conceito todo empreendimento que, mediante o conhecer, almeje conquistar para a consciência o que é em si, de que entre o conhecer e o absoluto passa uma nítida linha divisória. Pois, se o conhecer é o instrumento para apoderar-se da essência absoluta, logo se suspeita que a aplicação do instrumento não deixe a coisa tal como é para si, mas com ele traga transformação e alteração. Ou então, o conhecimento não é instrumento de nossa atividade, mas de certa maneira um meio passivo através do qual a luz da verdade chega até nós. Nesse caso, também não recebemos a verdade como é em si, mas como é nesse meio e através dele.

Nos dois casos, usamos um meio que produz imediatamente o contrário de seu fim; ou melhor, o contra-senso está antes em recorrermos em geral a um meio. Sem dúvida, parece possível remediar esse inconveniente pelo conhecimento do modo de atuação do instrumento, o que permitiria descontar no resultado a contribuição do instrumento para a representação do absoluto que por meio dele fazemos, obtendo-se assim o verdadeiro em sua pureza. Só que essa correção nos levaria, de fato, aonde antes estávamos. Ao retirar novamente, de uma coisa elaborada, o que o instrumento operou nela, então essa coisa – no caso o absoluto – fica para nós exatamente como era antes desse esforço, que, portanto, fora inútil. Se, através do instrumento, o absoluto tivesse apenas de achegar-se a nós, como o passarinho na visgueira, sem que nada nele mudasse, ele zombaria desse artifício, se já não estivesse e não quisesse estar perto de nós em si e para si. Pois, nesse caso, o conhecimento seria um artifício: com seu múltiplo esforço, daria a impressão de produzir algo totalmente diverso do que só a relação imediata, a qual, sendo imediata, não exige por isso empenho. Ou então, se o exame do conhecer, aqui representado como um meio, nos faz conhecer a lei da refração de seus raios, de nada ainda nos serviria descontar a refração no resultado. Com efeito, o conhecer não é o desvio do raio: é o próprio raio, através do qual a verdade nos toca. Ao subtraí-lo, só nos restaria a pura direção ou o lugar vazio.

Desse modo, o temor de errar introduz uma desconfiança na ciência, que, sem tais escrúpulos, se entrega espontaneamente à sua tarefa, e conhece efetivamente. Entretanto, deveria ser levada em conta a posição inversa: por que não cuidar de introduzir uma desconfiança nessa desconfiança, e não temer que esse temor de errar já seja o próprio erro? De fato, esse temor de errar pressupõe com a verdade alguma coisa (ou melhor, muitas coisas) na base de suas precauções e conseqüências, verdade que deveria antes ser examinada. Pressupõe, por exemplo, representações sobre o conhecer como instrumento e meio e também uma diferença entre nós mesmos e esse conhecer; mas, sobretudo, que o absoluto esteja de um lado e o conhecer de outro lado – para si e separado do absoluto, e mesmo assim seja algo real. Pressupõe com isso que o conhecimento, que, enquanto fora do absoluto, está também fora da verdade, seja verdadeiro, suposição pela qual se mostra que o assim chamado temor do erro é, antes, temor da verdade.

Essa conseqüência resulta de que só o absoluto é verdadeiro, ou só o verdadeiro é absoluto. E possível rejeita-la mediante a distinção entre um conhecimento que não conhece o absoluto, com quer a ciência, e ainda assim é verdadeiro e o conhecimento em geral, que, embora incapaz de apreender o absoluto, seja capaz de outra verdade. Mas vemos, afinal, que esse falatório acaba em uma distinção obscura entre um verdadeiro absoluto e um verdadeiro ordinário, e que o absoluto, o conhecer, etc., são palavras que pressupõem uma significação que é preciso primeiro adquirir." [HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do Espirito].

terça-feira, 9 de junho de 2009

CorelDRAW X4 – DESENHAR OBJETOS COMPLEXOS

sign

Onde está a ferramenta "Desenhar objetos complexos ao mover ou transformar” e o “Tratar como preenchido” no do Corel X4?

Essas ferramentas não aparecem no AJUDAR do Corel X4, então precisa ir direto no PERSONALIZAR:

1. Vai no menu FERRAMENTAS e selecione PERSONALIZAÇÃO;

2. Na nova janela na coluna esquerda selecionar COMANDOS;

3. No quadrado que aparece, abaixo do titulo COMANDOS, está escrito ARQUIVO, trocar ele para TUDO (MOSTRAR TODOS OS ITENS);

4. Procurar o sign "desenhar objetos complexos ao mover ou transformar” e o “tratar como preenchido” e arrastá-los com o mouse, com o botão esquerdo apertado, até a sua barra ferramenta do CorelDRAW X4.

PS: Em inglês essas ferramentas se chamam:
• “tratar como preenchido” = "Treat as Filled"
• "desenhar objetos complexos ao mover ou transformar” = "Draw objects"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

EPOCHÉ - Newton Aquiles von Zuben

O texto na integra que está no site da unicamp é genial, deixo aqui somente a definição do epoché que é um vocabulário útil para compreender melhor o mundo. Yiuki

"As reduções, através da "epoché" (suspensão do juízo, colocação entre parênteses) visavam basicamente a mudança de atitude. A atitude natural, onde vivemos espontaneamente e consideramos os objetos como exteriores à consciência, existentes em si, deve transformar-se, pelas reduções, numa atitude transcendental para a qual a realidade exterior, (transcendente), dos objetos era colocada entre parênteses, pela suspensão do juízo sobre sua existência real (exterior), sendo, então, estes objetos considerados como meramente significados - os objetos intencionados.
Pela "epoché' o que é posto entre parênteses é a nossa certeza espontânea na realidade transcendente, isto é, exterior à consciência. Para Husserl o fundamento absoluto deveria estar no objeto enquanto consciente - noema -, pois a consciência do objeto exterior (noese) é mais evidente do que o próprio objeto exterior. A crença no objeto exterior é praticamente certa, porém, como o filósofo não pode contentar-se com certezas meramente práticas, deve buscar uma certeza numa evidência apodítica. O campo de investigação está, então, estabelecido para Husserl: será o campo da consciência pura e seus estados, frente ao objeto puro, o objeto intencional, o fenômeno. Estamos no âmago do idealismo transcendental fenomenológico. A teoria fenomenológica do objeto intencional - a coisa como revelada à consciência, como fenômeno - é uma forte crítica ao idealismo enquanto considera essa realidade como meramente idealizada, fruto da consciência. Husserl sustenta um idealismo metódico, somente ao nível da atitude transcendental. Ele não é idealista ao nível da atitude natural."

© Newton Aquiles von Zuben
Doutor em Filosofia - Université de Louvain
Professor Titular - Faculdade de Educação da UNICAMP

P.S. Tem mais definição do epoché no wikipédia.

EXPERIÊNCIA x CONCEITO

“No homem a experiência deriva da memória. De fato, muitas recordações do mesmo objeto chegam a constituir uma experiência única.” (Aristóteles)*.
As próprias percepções possuem memórias: Memória gustativa, olfativa, tátil, visual e auditiva. Todas as experiências são memórias. Mas quando as experiências do passado criam juízos que atrapalham as nossas percepções inéditas? Em que momento esses mesmos juízos ajudam-nos a compreender melhor o nosso entorno?
De um lado, encontro o corpo que se manifesta no hábito dentro do mundo conhecido - são os movimentos e espaços meus que tendem da trivialidade à banalidade. Noutro está o meu lado humano, artista e bailarino que necessita degustar o que o presente tem a me oferecer e acrescentar. Uma dualidade instigante onde a própria experiência fresca é a mesma que cria os pré-conceitos do amanhã.

Yiuki Doi

* Trecho retirado do capítulo "Sapiência é o conhecimento de causas" do livro Metafísica II de Aristóteles

SAPIÊNCIA É O CONHECIMENTO DE CAUSAS - Aristóteles

Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente da sua utilidade e amam, acima de toda, a sensação da visão. Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem ter nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimentos do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas.

Os animais são naturalmente dotados de sensação, mas em alguns da sensação não nasce a memória, ao passo que em outros nasce. Por isso estes últimos são mais inteligentes e mais aptos de aprender do que os que não tem capacidade de recordar. São inteligentes, mas incapazes de aprender, todos os animais incapacitados de ouvir os sons (por exemplo a abelha e qualquer outro gênero de animais desse tipo); ao contrário, aprendem todos os que, além da memória, possuem também o sentido da audição.

Ora, enquanto os outros animais vivem com imagens sensíveis e com recordações, e pouco participam da experiência, o gênero humano vive também da arte e de raciocínios. No homem a experiência deriva da memória. De fato, muitas recordações do mesmo objeto chegam a constituir uma experiência única. A experiência parece um pouco semelhante à ciência e à arte.

Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio de experiência. A experiência, como diz Pólo, produz a arte, enquanto a inexperiência produz puro acaso. A experiência se produz quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes.

Por exemplo, o ato de julgar que determinado remédio faz bem a Cálias, que sofria de certa enfermidade, que também fez bem a Sócrates e a muitos outros indivíduos, é próprio da experiência; ao contrário, o ato de julgar que a todos esses indivíduos, reduzidos à unidade segundo a espécie, que padeciam de certa enfermidade, determinado remédio faz bem (por exemplo, aos fleumáticos, aos biliosos e ao febris) é próprio da arte.

Ora, em vista da atividade prática, a experiência em nada parece distinguir da arte; antes, os empíricos tem mais sucesso do que os que possuem a teoria sem a prática. E a razão disso é a seguinte: a experiência é conhecimento dos particulares, enquanto a arte é o conhecimento dos universais; ora, todas as ações e as produções referem-se ao particular. De fato, o médico não cura o homem a não ser acidentalmente, mas cura Cálias ou Sócrates ou qualquer outro indivíduo que leva um nome como eles, ao qual ocorra ser homem. Portanto, se alguém possui a teoria sem a experiência e conhece o universal mas não conhece o particular que nele está contido, muitas vezes errará o tratamento, porque o tratamento se dirige, justamente, ao indivíduo particular.

Todavia, consideramos que o saber e o entender sejam mais próprios da arte do que da experiência, e julgamos os que possuem arte mais sábios do que os que só possuem a experiência, na medida em que estamos convencidos de que a spiência, em cada um dos homens, corresponda à sua capacidade de conhecer. E isso porque os primeiros conhecem a causa, enquanto os outros não a conhecem. Os empíricos conhecem puro dado de fato, mas não seu porquê; ao contrário, os outros conhecem o porquê da causa.

Por isso consideramos os que têm a direção nas diferentes artes mais dignos de honra e possuidores de maiores conhecimentos e mais sábios do que os trabalhadores manuais, na medida em que aqueles conhecem as causas das coisas que são feitas; ao contrário os trabalhadores manuais agem, mas sem saber o que fazem, assim como agem alguns dos seres inanimados, por exemplo, como fogo queima: cada um desses seres inanimados age por certo impulso natural, enquanto os trabalhadores manuais agem por hábito. Por isso consideramos os primeiros mais sábios, não porque são capazes de fazer, mas porque possuidores de um saber conceptual e por conhecerem a causas.

Em geral, o que distingue quem sabe e quem não sabe é a capacidade de ensinar: por isso consideramos que a arte seja sobretudo a ciência e não a experiência; de fato, os que possuem a arte são capazes de ensinar, enquanto os que possuem a experiência não o são.

Ademais, consideramos que nenhuma das sensações seja sapiência. De fato, se as sensações são, por excelência, os instrumentos de conhecimentos dos particulares, entretanto não nos dizem porquê de nada: não dizem, por exemplo, por que o fogo é quente, apenas assinalam o fato de ele ser quente.

Portanto, é lógico que quem por primeiro descobriu alguma arte, superando os conhecimentos sensíveis comuns, tenha sido objeto de admiração dos homens, justamente enquanto sábio e superior aos outros, e não só pela utilidade de alguma de suas descobertas. E também é lógico que, tendo sido descobertas numerosas artes, umas votadas para as necessidades da vida e outras para o bem-estar, sempre tenham sido julgados mais sábios os descobridores destas do que os daquelas, porque seus conhecimentos não eram dirigidos útil. Daí resulta que, quando já se tinham constituído todas as artes desse tipo, passou-se à descoberta das ciências que visam nem ao prazer nem às necessidades da vida, e isso ocorreu primeiramente nos lugares em que primeiro os homens se libertaram de ocupações práticas. Por isso as artes matemáticas se constituíram pela primeira vez no Egito. De fato, lá era concedida essa liberdade à casta dos sacerdotes.

Diz-se na Ética qual é a diferença entre a arte e a ciência e as outras disciplinas do mesmo gênero. E a finalidade do raciocínio que ora fazemos é demonstrar que pelo nome de sapiência todos entendem a pesquisa das causas primeiras e dos princípios. E é por isso que, como dissemos acima, quem tem experiência é considerado mais sábio do que quem possui apenas algum conhecimento sensível: quem tem a arte mais do que quem tem experiência, quem dirige mais do que o trabalhador manual e as ciências teóréticas mais do que as práticas.

É evidente, portanto, que a sapiência é uma ciência acerca de certos princípios e certas causas.

(Aristóteles – Metafísica II, Ensaio introdutório, tradução e comentário de Giovanni Reale, Tradução por Marcelo Perine, Edições Loyolas, primeiro capítulo)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

NÃO ESTÁS DEPRIMIDO, ESTÁS DISTRAÍDO - Facundo Cabral



Não estás deprimido, estás distraído, distraído em relação à vida que te preenche. Distraído em relação à vida que te rodeia: Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando no mundo existem 5,6 milhões. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me, o que algo fundamental para viver.
Não cais no que caiu teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria aos noventa. Só para citar dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído, por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não podes ser dono de nada. Além disso, a vida não te tira coisas, a vida te liberta de coisas. Te alivia para que voe mais alto, para que alcances a plenitude. Do útero ao túmulo, vivemos numa escola, por isso, o que chamas de problemas são lições. Não perdeste nada, aquele que morre simplesmente está adiantado em relação a nós, porque para lá vamos todos. Além disso, o melhor dele, é o amor,segue em teu coração.
Quem poderia dizer que Jesus esta morto? Não existe a morte: existe mudança. E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, Michelangelo, Whitman, São Agostinho, a Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditavam que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz e aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando deve chegar, porque o que deve ser será, e chegará naturalmente. Não faças nada por obrigação nem por compromisso, apenas por amor. Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível. E sem esforço, porque és movido pela força natural da vida, a que me levantou quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, e é tu mesmo. A ti deves fazer livre e feliz, depois poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros. Lembra-te de Jesus: "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que estás vendo, é uma obra de Deus; e decide agora mesmo ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, e sim um dever, porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os que te amam. Um único homem que não possuiu nenhum talento nenhum valor para viver, mandou matar seis milhões de irmãos judeus.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo. Temos para gozar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman, as músicas de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven, as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e as duas são boas; se a doença ganha te liberta do corpo que é cheio de moléstias: tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas... e se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido, portanto, facilmente feliz. Livre do tremendo peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente,.... como deve ser.
Não estás deprimido, estás desocupado. Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Aliás o serviço é uma felicidade segura como gozar a natureza e cuidar dela para aqueles que virão. Dá sem medida e te darão sem medida. Ama até que te tornes o ser amado, mais ainda converte-te no mesmíssimo Amor . E não te deixes confundir por uns poucos homicidas e suicidas, o bem é maioria, porém, não se nota porque é silencioso, uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.
Se Deus possuísse uma geladeira, teria a tua foto pregada nela. Se ele possuísse uma carteira, tua foto estaria dentro dela. Ele te envia flores a cada primavera. Ele te envia um amanhecer a cada manhã. Cada vez que desejas falar, Ele te escuta. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, porém escolheu o teu coração. Enfrenta, amigo, Ele está louco por ti!
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas e luz para o caminho. Quando a vida te apresenta mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir. Não, .... não estás deprimido, ... estás distraído!

Seguidores

Archivo del blog