Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Decisão - Cora Coralina

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.” (Cora Coralina)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É preciso ser um oceano - Frederico Nietzsche

É preciso ser um oceano para acolher um rio imundo sem se tornar impuro.

Assim falava Zaratustra - Frederico Nietzsche

terça-feira, 11 de junho de 2013

Imaginação – Albert Ainstein

"Imaginar é mais importante do que saber,
pois o conhecimento é limitado,
enquanto a imaginação abarca o universo".
(Albert Einstein)

sábado, 8 de junho de 2013

A importância da Arte na Educação – vida plena à cidadania

Por Vivian Lacerda

fonte: Rumos do Brasil

Através da experimentação dos sentimentos e das emoções, a arte auxilia no encontro da identidade pessoal no mundo em que se vive. Durante este processo, o indivíduo não apenas entra em contato com o mundo sensorial, mas simultaneamente desenvolve e educa seus sentimentos através da prática dos símbolos artísticos.

A Arte é a expressão da vida que, associada ao processo de criação, transforma-se na capacidade de exercer plenamente a condição de ser humano. A Arte favorece o desenvolvimento integral do indivíduo, possibilitando a expressão livre do pensamento e das emoções, desenvolvendo seu raciocínio com criatividade e imaginação. Criando, o indivíduo torna-se mais seguro dos seus potenciais e consciente dos seus limites;  torna-se mais autêntico e livre para fazer suas escolhas.

A Arte protagoniza as mudanças sociais e o processo de construção da sociedade. Na Educação, ela forma um cidadão consciente, crítico e participativo, capaz de compreender a realidade em que vive. A ação educativa da Arte tem como objetivo a preparação do jovem para a vida plena da cidadania, buscando a formação de cidadãos que possam intervir na realidade, podendo ser considerada como um instrumento de transformação social.

Ao longo da vida, o ser humano é inundado por conhecimentos pré-fabricados, como “receitas de bolo”, transmitidos de maneira hermética. Todos os instrumentos de uma vida prática parecem imunes às livres reproduções de valores, idéias e ideais. Havendo apenas uma repetição, não há espaço para os sonhos, fantasias e experimentação. Não sobra lugar para criar, ocasionando uma transmissão de respostas prontas e conservadas.  Sem a oportunidade de realizar algo novo, que exprima simplesmente o que nós realmente somos, há o contínuo exercício das respostas determinadas e acabadas. O ato criador é renegado, abandonado e esta postura repetitiva cerceia a capacidade criadora, reflexiva e sensorial.

O uso da Arte na Educação aponta para um cenário em que as respostas moldadas e impermeáveis não podem mais ser seguidas por pontos finais.  Devem, sim, serem levadas para “seres humanos pensantes”, que possam reconstruí-las e adaptá-las às suas realidades e às suas necessidades.  A Arte na Educação busca a intensificação do interesse por novas criações, pela reflexão e pelo desenvolvimento de uma capacidade crítica, visando à formação de sujeitos ativos e autênticos.  É exatamente neste sentido que a Arte na Educação atua como veículo de transformação e um canal para o vislumbre de novas possibilidades, novos horizontes.

O aluno deve ser trabalhado na sua totalidade: corpo, mente e espírito. Através desse processo, ele automaticamente vê a razão sob uma nova ótica.  Na verdade, a inserção da Arte na Educação propõe uma releitura integral e profunda do processo de aprendizagem, e não apenas de forma verborrágica.

Educar com Arte significa educar através do contato com o outro, do despertar dos sentimentos e da troca.  É sair de si mesmo para enxergar o outro.  O que se almeja é que a descoberta interiorizada de sentimentos reais evolua para a externalização dos mesmos de maneira consciente e engajada. O Teatro, por exemplo, é uma das manifestações artísticas que consegue trabalhar o indivíduo e, principalmente, o coletivo, além de possibilitar o conhecimento histórico e cultural da sua existência passada e contemporânea.

É importante ressaltar que o objetivo da Arte na Educação não é formar artistas, mas sim indivíduos conscientes e aptos a exercerem a cidadania, desenvolvendo suas capacidades de reflexão e crítica. Certamente, na nossa existência, um dos maiores presentes que temos é a nossa própria capacidade de pensar, de elaborar… Por isso deve-se estimular sempre a criação, invenção, produção, reconstrução e reinvenção.

A Arte na Educação refere-se ao desenvolvimento das aptidões e potencialidades de cada indivíduo.  O aluno não pode ser manipulado como objeto. Deve ser tratado como ser humano único, próprio, espontâneo e com diferenças individuais que anseiam por se manifestar. O ser humano não pode ser encarado como uma máquina copiadora, mas como algo novo, extraordinário e excepcional. Não pode ser moldado ou sufocado, mas orientado para expor toda a sua originalidade, sua criatividade, reflexão, sua tendência para a liberdade, para a auto-criação, sua capacidade de auto-limitar-se e de aspirar, e o seu poder de inquietação interior que o impele até mesmo para o transcendental.

Ao invés de se desenvolver trabalhos impessoais, onde o educando apenas recria e transcreve as técnicas aprendidas, a Arte o estimulará a se retratar em suas produções artísticas.  Desta maneira, o educando é capaz de manifestar a sua própria realidade, com todos os seus conflitos e desejos.  Essa possibilidade que se abre contribui em muito para o amadurecimento do indivíduo, para o seu auto-conhecimento, para o despertar dos seus sentimentos, para a manifestação de suas próprias opiniões e, principalmente, para o verdadeiro sentido do “viver em grupo”.

A cada dia a nossa dura realidade se mostra mais cotidiana.  As marcas da injustiça, do sofrimento e das traições, feitas ao direito de ser, são cada vez mais simples e normais. E o futuro? Este então é definido como algo sem saída.  Completamente imutável.

Devemos saber dos acontecimentos como possibilidades, mas nunca como limites definitivos ou intransponíveis. O papel do cidadão não pode ser apenas o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém. Não podemos ser apenas objetos da História.  Devemos ser sujeitos ativos. Ninguém pode estar no mundo de uma forma neutra, passiva, de braços cruzados. A chave que tanto procuramos está e sempre estará nas mãos de cada um.  Chegou a hora de transformar.  De transformar com Arte. Faz-se necessário mudar!

Vivian Lacerda

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