Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aprendizado

Todo conhecimento desde a antiguidade foram passadas de vivos para vivos. Precisamos viver para aprender, aprender para viver. Os valores precisam ser vividos para existirem e serem repassados.

Natália Ramon

Anotação feita por mim da paletra sobre o Giordano Bruno ministrada pela Natália Ramon na Nova Acrópole Associação Cultural de Curitiba no evento VI Semana Mundial da Filosofia no dia 25 de Novembro de 2011.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Artista

Todo artista está em constante gestação. Logo, ele é vulnerável e sensível.

A serpente

A serpente também recebeu autorização para corromper; e assim, tornou-se um ser rastejante e venenoso que não consegue viver em grupo, pois gera discórdia.

(Yiuki Doi e Tvllivs)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

dificuldade para se comunicar?

- O mar está bravo..
- Não está. Ele está sempre manso. Mas tão manso e flexível que é, que fica a mercê do vento e acaba fazendo o papel do bravo… tire o vento e o mar será lago lagoa ou coisa assim..
- Que seja... o mar está bravo com o vento então...
- Não, o vento está agitado e tão influente ele é que agita terra, mar e fogo por onde passa...

(Satiya Sauer)

domingo, 20 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O mais pesado dos pesos –Nietzsche

E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e esta luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” – Não se lançaria ao chão e rangerias os dentes e amaldiçarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tú es um deus, e nunca ouvi nada mais divino! Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” pensaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação de chancela? - -

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

OBRAS INCOMPLETAS – Página 208
Seleção de textos de Gérald Lebrun
Tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho
Abril Cultura, 1983
Os Pensadores

Consciência x Tempo (Nelson Lucero)

CONSCIÊNCIA

faz o instante durar
nos dá um passado
nos projeta para o futuro

embora tudo isso
se dê num presente incessante.”

(Nelson Lucero)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Princípio legislativo

As leis são criadas ou transformadas mediante as manifestações. Logo, toda lei vem tardiamente à necessidade. Por essa razão, legal, no sentido da legalidade, não significa justo nem moral.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ARTE CONTEMPORÂNEA NA PINTURA: “…idéia de permanência não tem. O artista permanece, mas o ofício de pintor acabou.” por Bandeira de Mello

“Uma coisa que a gente nota é o descaso pela permanência do trabalho. Tem uma denúncia nesse sentido num dos livros do André Lotte. "Se perguntarmos a um restaurador quais são as obras que precisam de restauração, mais de restauração, certamente são as obras modernas. È uma coisa que eu sempre falo com meus alunos. É preciso que você faça alguma coisa que seja boa e que ela tenha uma certa permanência. Na própria obra de Van Gogh já tem trabalhos que são difíceis de se manter aparência deles porque ele já não se preocupava tanto com isso. Eu acho que quanto mais você sabe, mais livre você é. Mesmo porque você entra numa fase em que você sabe o que fazer e o que não fazer. O que não fazer sabendo fazer aquilo. Você deixa de fazer por uma necessidade expressiva. Eu ainda vou mais longe: Acho que se você não sabe desenhar você não pensa na forma. Nós tínhamos 900 horas aula de modelo vivo. O curso. E essas 900 horas não eram garantia de que você ia sair um bom desenhista. Eles foram cortando, cortando, cortando, cortando... E hoje são 90 horas obrigatórias. Quer dizer 10%. As pessoas que sabem desenhar, normalmente elas desenham apesar do ensino oficial, vão procurar fora, vão estudar fora, vão procurar um mestre fora para poder aprender, porque lá é meio difícil, meio complicado de aprender. Você vê obras hoje feitas com o intuito de desaparecer mesmo. O sujeito faz uma exposição com uma escultura de gelo e ela derrete durante a exposição. Faz uma cera para derreter se fizer calor, etc. Faz um livro de carne, para apodrecer, etc. Quer dizer, essa idéia de permanência não tem. O artista permanece, mas o ofício de pintor acabou. Eles pintam com qualquer coisa, em cima de qualquer coisa, com qualquer tinta, de qualquer jeito. Mistura com qualquer coisa, umas com as outras, sem saber o resultado final daquilo. Então, ele diz o seguinte: - Isso se deve à morte do ofício do pintor. Permanece o artista, mas não tem mais o técnico, o pintor.”

Bandeira de Mello, anotação do vídeo da exposição “EU EXISTO ASSIM” no Espaço Cultural da Caixa em Curitiba no dia 17 de Junho de 2011.

Olhar

Podemos coisificar as pessoas, fabular os objetos ou divinizar o todo. Tudo é uma escolha.

sábado, 5 de novembro de 2011

Necessito dançar

Danço porque é a maneira que encontrei de ser gente. Mas, justamente por isso, sei que ela é uma vaidade minha – para Deus pouco importa a minha escolha. Yiuki

O que é arte? Nietzsche

“O que é arte? capacidade de criar o mundo da vontade sem vontade? Não. É reproduzir o mundo da vontade sem que o produto final tenha a sua vontade. Portanto, pode-se dizer que é a produção da falta de vontade pela vontade e instintivamente. Quando se tem consciência, chama-se isso de trabalho manual. Em contrapartida, é evidente o parentesco com a procriação, só que, nesse caso, surge novamente a abundância de vontade.

Nietzsche

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vontade de poder – Nietzsche

“Vontade de viver? Em seu lugar sempre encontrei a vontade de poder.” (NIetzsche)

Transcender–Nietzsche

“O oposto do super-homem é o último homem: criei-os ao mesmo tempo.

Tudo o que é sobre-humana aparece no homem como doença e loucura.

É preciso ser um mar para acolher dentro de si uma corrente suja sem se sujar.”

Nietzsche

A Idéia–Augusto dos anjos

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica ...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

Negar o valor da cultura e da organização estatal–Nietzsche

“Jesus nega a Igreja, o Estado, a sociedade, a arte, a ciência, a cultura, a civilização.

Todos os sábios negaram igualmente em sua época o valor da cultura e da organição estatal.

Platão, Buda.”

Nietzsche

O valor da vida está nas apreciações – Nietzsche

“O valor da vida está nas apreciações: estas são algo criado, que não tirado, nem apreendido, nem vivenciado. Aquilo que é criado precisa ser anulado, para dar lugar à nova criação: ao poder viver das apreciações pertence sua capacidade de serem aniquiladas. O criador tem sempre de ser um aniquilador. Porém, a própria apreciação não pode se aniquilar: mas isso é a vida.” (Nietzsche)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O andarilho fala … by Nietzsche

“O andarilho” fala. – Para uma vez ver com distância nossa moralidade européia, para medi-la com outras moralidades, anteriores ou vindouras, é preciso fazer como faz um andarilho que quer saber a altura das torres de uma cidade: para isso ele deixa a cidade. “Pensamentos sobre preconceitos morais”, caso não devam ser preconceitos sobre preconceitos, pressupõem uma oposição fora da moral, algum além do bem e mal, ao qual é preciso subir, galgar, voar – e no caso dado, em todo caso, um além de nosso bem e mal, uma liberdade diante de toda “Europa”, esta última entendida como uma soma de juízos de valor imperativos, que nos entraram na carne e no sangue. Querer partir precisamente nessa direção, ir nessa direção, é, talvez, um pequeno disparate, um bizarro, irracional tu tens de” – pois também nós, os conhecedores, temos nossas idiossincrasias da “vontade não-livre” – : a questão é se se pode efetivamente ir nessa direção. Isso dependeria de múltiplas condições; no principal, a pergunta é, quão leves ou quão pesados nós somos, o problema de nosso “peso específico”. É preciso ser muito leve para levar sua vontade de conhecimento até uma tal distância e como que para além de seu tempo, para se criar olhos para a supervisão de milênios e ainda por cima céu puro nesses olhos! É preciso ter-se desvencilhado de muito daquilo que, precisamente a nós,: Europeus de hoje oprime, entrava, mantém abaixados, torna pesados. O homem de um tal além, que quer discernir as mais altas medidas de valor de seu tempo, precisa para isso, primeiramente “superar” em si mesmo esse tempo – é a prova de sua força – e, consequentemente, não só seu tempo, mas também a má vontade e contradição que ele próprio teve até agora contra esse tempo, seu sofrimento com esse tempo, sua extermporaneidade, seu romantismo… Nietzsche

A perfeição–Helena P. Blavastsky

“A perfeição, para ser completa, deve nascer da imperfeição; o incorruptível deve brotar do corruptível, tendo a este por veículo, base e contraste.” Helena P. Blavastsky

Esperança – Marcio Baraco

Entre utopia ingênua e derrotismo cínico existe um mar de esperança.

Marcio Baraco

Aceitar

Fazer parte de…
Para poder transformar.

Marina Scandolara

• Não é acomodar
• Você não se anula da ação.
• “Ouve a onda, faz parte da onda do ambiente, você não se anula para ouvir a onda”
•  Aceitar = não é se anular.

FIGURINO

O bom figurino de teatro: ele deve ser material o bastante para significar e transparente o bastante para não constituir seus signos em parasitas. O vestuário tem como função seduzir os olhos, não convencê-los'. Roland Barthes (2009, p.85)

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