Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ 2008 E 2009 - Yiuki Doi

Dia 31 de Dezembro! O ano está acabando, daqui a algumas horas 2009 virá cheio de esperança, desejos e sonhos. Agora que estou com um tempo, fico a divagar sobre o ano que passou. Lembro dos sonhos e promessas do inicio do ano: Vou encontrar a minha cara metade, meu mini empreendimento de centro cultural vai dar certo, quero viajar mais, farei um curso de software de design, etc. Tantas foram os desejos e as vontades que no meio desta correria, quando notei o ano já tinha chegado ao fim. Vejo que o gongo tocará em algumas horas e preciso fazer o balanço da felicidade de 2008. Para ser sincero, nada do que planejei deu certo e eu penso alto: Inacreditável! ....... Contudo nesse saldo negativo de promessas, tive outras não planejadas que deram certos: Terminei o ano como bailarino num palco com uma equipe maravilhosa, concluí um curso de filosofia (3 meses de duração) e decidi levar adiante, fiz a paz com o Divino e comigo, terminei o ano no 0x0 na conta bancaria, encontrei novas pessoas especiais, conheci antigos amigos novos, etc. Com toda essa descrição até parece que sou um cara sortudo, contudo houveram desventuras que prefiro omitir - mas que para mim não consiguirei fazer o mesmo. Depois dessa retrospectiva 2008 e dos 31 anos novos que passaram, percebo que a felicidade não está naquilo que prometemos e desejamos nessas horas. Sei que o ano foi difícil para muitos; uns perderam a casa inteira e entes queridos nas chuvas catarinenses e cariocas, minha amiga irmã está internada desde a semana do Natal, hoje na volta da panificadora passei sobre um mendigo sujo e caído no calçadão, os hospitais não estão vazios por causa das festas. Lembro da minha mãe comentando: - Se olharmos para baixo há um infinito, se olhar para cima o mesmo acontece. Então entendo que a felicidade não existe em nenhum ponto específico desse lance de escada. São poucos que no calçadão da Rua XV forem questionado num dia qualquer por um repórter: - Você é feliz? Consiga responder com uma naturalidade instantânea: - Sou feliz. Não que eu conseguirei fazer isso. Muito pelo contrário, alguns desafios de vida é uma luta diária e cada conquista não garante a ala vip do amanhã. Então desejo hoje que independente do ano que passou possamos olhar no espelho e dizer: Sou feliz pelo nada, pela vida, pelos amigos, pela família, pela natureza e pelo Divino. Sou feliz, pois nasci homem (pelo budismo é muita sorte nascer como ser humano). Sou feliz no lance de escada que me encontro!
Despeço-me com as palavras do Osho como meu voto de boas esperanças para este novo ano: “Onde você estiver, é sempre o início. É por isso que a vida é tão bela, tão jovem, tão virgem”. FELIZ 2008 e 2009, que a vida seja leve para todos.

Yiuki Doi

domingo, 28 de dezembro de 2008

MISTERIOS QUE FASCINAM - homenagem a minha vó - Yiuki Doi

Coisa que entendi com a minha vó:
As mulheres são misteriosas e sempre devem ser misteriosas, elegantes e bonitas.
Por isso ela é uma rosa que nenhum homem vai desvendá-la.
Talvez por isso que tantas pessoas se fascinam por ela.

Yiuki Doi


sábado, 27 de dezembro de 2008

FANTASIA - Osho

"A fantasia pode fazer uma coisa: pode criar o inferno ou pode criar o paraíso. A fantasia é muito consistente; ela não pode criar o paradoxo.

A fantasia é muito lógica, e a realidade é muito ilógica. Assim, sempre que a realidade aflorar, ela terá ambas as polaridades em si – esse é um dos critérios da realidade. Se ela não tiver ao mesmo tempo ambas as polaridades, ela será uma construção da mente.

A mente não corre riscos e sempre cria algo consistente. Em si mesma, a vida é muito inconsistente e contraditória – ela precisa ser, ela existe atraves da contradição. A vida existe atraves da morte; portanto, sempre que você estiver realmente vivo, também sentirá a morte. Todo momento de grande vida também será um grande momento de morte. Todo momento de grande felicidade também será um grande momento de tristeza. Precisa ser assim.

Assim lembre-se disto sempre: quando você tiver uma experiência contraditória – duas coisas que não se encaixam, que são diametralmente opostas uma à outra -, ela deve ser real; você não poderia imaginá-la. A imaginação nunca é tão ilógica."

Osho Todos os Dias - 365 meditações diárias (pág. 359)


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

SONHO DE UMA FLAUTA - Música do "O Teatro Mágico"

Sonho de uma Flauta ( http://www.youtube.com/watch?v=WDq_ewUxds4 )

Nem toda palavra é

Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes né doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Hum... E o mundo é perfeito
Hum... E o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Mas o sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Hum... E o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELICIDADE REALISTA - Mário Quintana

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade. Mário Quintana

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ETERNIDADE - Yiuki Doi

A eternidade não se encontra naquilo naquilo que juntamos e sim naquilo que repassamos. Yiuki Doi

terça-feira, 18 de novembro de 2008

CIGARRO - Yiuki Doi

Não importa como se encontra ou como começou, mas o cigarro é uma carencia fisica, mental e/ou emocional.

Tao - Yiuki Doi

Só podemos estar em harmonia com o todo, no dia que percebemos que somos canais de energias e que nessas passagens possuímos o poder de mudá-las. Somos canais das emoções, matérias e de conhecimentos. Tudo que chega uma hora precisa ser repassado para frente. O egoísmo aprisiona a energia e nós faz mal, pois ela foi feito para circular. Nós, seres humanos, possuímos o livre arbítrio de mudar o percurso e a forma das energias quando compreendemos as regras universais e divinas. Toda ansiedade e a dor nascem quando não aceitamos esse aprendizado. Yiuki

O eu e a garrafa sem fundo - Jornal Tao do Taoísmo - n. 20 índice

Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar? Vencer o ataque através do vazio é o primeiro fundamento da estratégia chinesa, ou seja, trabalhar com a ausência do ego.

Mestre Wu Jyh Cherng - Sociedade Taoísta do Brasil


No estudo da estratégia, se diz que os grandes mestres de estratégia trabalham com o princípio da ausência do ego. Se as pessoas não tivessem ego, não haveria luta entre elas. Se, por exemplo, você tem um profundo apego por chocolate, quem na verdade tem esse apego? O seu "eu", que é o seu ego. Com a ausência do ego, não vai existir o apego ao chocolate. Nesse caso, você poderia até comer o chocolate, mas não teria apego a ele, não seria viciado. Apego é aquilo que você quer. Mais do que isso. É algo que você não consegue deixar de querer. Em outras palavras, apego é vício.

Nós somos viciados em inúmeras coisas. Existem pessoas que são viciadas, por exemplo, em cuidar de outras pessoas. Existem aquelas viciadas em coca-cola, em dinheiro, em ideologia, em sexo e em inúmeras outras coisas. Todos nós temos alguns vícios, de níveis e tipos diferentes. E existem vícios que, normalmente, nem são percebidos como vícios.

Como você poderia não ter vícios? Não tendo um ego, não tendo um "eu". Se você não tem esse "eu", como poderia ficar viciado em algo? A ausência do ego faz com que você se torne vazio e, se você é um vazio no sentido da quietude interior (a quietude interior faz com que nos tornemos vazios por dentro), você deixa de ser um alvo para o outro. A ausência do ego coloca seu espírito em estado de quietude, de transparência. Se o arqueiro atira uma flecha no vazio, em que ele vai acertar? Em nada. Então, se você esvazia seu coração, toda força que o seu adversário mandar na sua direção, por mais perversa que seja, não irá acertar em você.


Muitas vezes, você está numa festa ou num lugar público e percebe que, quando vira de costas, uma determinada pessoa dirige a você um olhar insistente e negativo. Você, então, poderia lançar mão de uma técnica muito usada por taoístas nessa situação: respirar umas duas ou três vezes prestando atenção ao ritmo da sua respiração para que ela fique tranqüila; não deixar transparecer no rosto nem nas atitudes externas que percebeu o que está acontecendo; e começar a esvaziar seu interior, imaginando que você todo está se tornando um vazio, restando do seu corpo apenas uma silhueta.

Nessa hora, a energia desconfortável daquele olhar vai passar por você como se estivesse passando por um vazio. Algum tempo depois, você vai notar que aquela pessoa está começando a sentir um cansaço imenso, e vai ficar cada vez mais cansada até desistir de olhar para sua direção.

Mas se você receber esse olhar e, por não estar esvaziado, for atingido por ele, ou seja, se a pessoa conseguir acertar você com aquela energia perversa, essa mesma energia vai voltar para ela e realimentá-la.

No caso contrário, se o olhar dela não conseguir acertar você, ela vai estar, apenas, jogando energia fora. É como se ela estivesse atirando no vazio: as balas do revólver vão acabar e ela não terá acertado em alvo algum, em nada.

Essa técnica de esvaziamento é muito fácil de ser praticada. Ela é muito usada para você não precisar lutar contra a pessoa que está dirigindo a energia perversa para você. E praticando esta técnica você vence a energia perversa sem precisar lutar contra a pessoa que a lançou.

Se essa pessoa ficar usando sua força contra o espaço, vai acabar se cansando. É como dar socos no ar: a pessoa vai se cansar e terminar por ser derrotada por si mesma sem que você, que praticou a técnica do esvaziamento pela respiração, precise sacar uma arma para brigar com ela.

Esse é exatamente o ensinamento de como vencer uma ação através da não-ação. Vencer o ataque através do vazio é o primeiro fundamento da estratégia da guerra, ou seja: trabalhar com a ausência do ego.

Raciocine desse modo: se eu não existo, quem poderia estar me atingindo? Mas é preciso tomar cuidado porque ausência de ego não significa não tomar uma atitude quando ela for necessária.

Se você não tiver ego, mesmo que alguém tente lhe ofender, não vai conseguir porque o eu não existe e, portanto, você não pode ser aquilo que a pessoa disse ser. Ela não vai estar falando sobre você – então, vai estar falando sozinha, sem conseguir lhe ofender. No entanto, isso não pode ser um mecanismo de convencimento intelectual. Isso tem de ser o resultado de um esvaziamento interior, de um esvaziamento do eu.

Mas como a ausência do eu é demonstrada na prática, na vida cotidiana? Por meio da tolerância, da aceitação e do coração esvaziado. Uma pessoa que não seja tolerante, acaba por preencher rapidamente o seu limite. Até mesmo popularmente, quando alguém não consegue aceitar mais nada, adota uma expressão facial que demonstra que seu limite foi atingido: "Eu estou cheio, não tenho mais capacidade de tolerar isso, não vou mais tolerar isso", é o que costuma dizer quem acaba por preencher rapidamente seu limite.

Numa situação como essa, nós nos tornamos "cheios" porque temos um limite que funciona como uma espécie de fundo de garrafa – ou fundo de copo –, que vem a ser, exatamente, o nosso ego. O ego humano é o fundo do nosso copo, da nossa garrafa. O ego faz com que nossa vida, mesmo que seja parcialmente esvaziada, tenha um limite. E a suprema abundância só é adquirida quando nós retiramos esse fundo da garrafa. Desse modo, tudo entra e tudo sai pela garrafa sem fundo e, por isso, a suprema abundância não se esgota.

Um mestre antigo dizia que nós deveríamos saber receber tudo o que vem do mundo e repassar tudo de volta para o mundo. Dessa maneira, a nossa vida torna-se algo vazio e esse vazio permite que a vida flua dentro de nós. É desse processo que vem a alegria sem euforia e a tristeza sem depressão. Vêm coisas saborosas e amargas, e tanto umas quanto outras entram e saem de nós como se estivessem sendo derramadas numa garrafa sem fundo.

Assim, a nossa capacidade tanto de receber quanto de dar nunca termina e, com isso, a vida se torna mais leve porque, nesse momento, deixamos de fluir na vida para deixar a vida fluir em nós. A partir dessa hora nós nos transformamos e ficamos como se fôssemos um tubo por onde a água, que simboliza a vida, passa por nós e vai adiante, fluindo sem parar porque não existe um fundo, um limite que a represe.

De modo contrário, se nós tivermos um fundo, como uma garrafa ou um copo, a água não vai fluir. Ela vai encher essa garrafa até seu limite, depois transbordar, e terminar levando o copo ou a garrafa junto com ela, em vez de passar e sair. Então, a pessoa que tem o ego muito forte é levada pelo destino, em vez de permitir que o destino ou a vida passe por ela.

Quanto mais esvaziados o copo ou a garrafa, mais a água vai fluir e passar dentro de nós, mais o destino vai passar por nós, e seremos donos desse destino. Quanto menos esvaziados, mais obstáculos a água vai encontrar para fluir dentro de nós e, nesse caso, os papéis serão invertidos: nós vamos passar por dentro vida e ela é que será a dona do nosso destino.

Precisamos nos esvaziar para podermos nos tornar receptivos. Sendo receptivos, podemos de fato abraçar todas as coisas e, ao mesmo tempo, permitir que todas as coisas se desenvolvam e se transformem de modo natural e fluido.

O homem iluminado é o que possui a abertura interior.




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... um visionário é aquele que encontra seu caminho pelo luar e vê o alvorecer antes do resto do mundo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Carencia x Deus

Carência de uma certa forma é falta de Deus. (Autor desconhecido)

Oração de gratidão

1) Eu sou grato – É a minha fé, expressão de gratidão que tudo será resolvido para o bem maior de todos.
2) Eu sinto muito - Reconhece que algo penetrou no meu sistema. Não é anular o meu erro.
3) Divindade, limpe em mim o que está contribuindo para esse problema.
4) Eu te amo – transmuta a energia broqueada para energia fluindo. Religa ao Divino.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

DEUS / TAO - Yiuki Doi

Deus mostra sua grandeza pela diversidade, contudo se comunica pelo que há em comum entre todas as coisas. Por isso as respostas que buscamos estão no meio delas. Entre o Alto x Magro, Japonês x Baiano, Natureza x Ciência, Rico x Pobre, Homem x Mulher, Rio x Primavera e entre EU e VOCÊ. Yiuki Doi

domingo, 10 de agosto de 2008

FELICIDADE: Thomas Chalmers

A felicidade é ter algo para fazer, alguém a quem amar e algo para esperar. Thomas Chalmers

PODER CAPITAL - Yiuki Doi

Poder Capital*: status x dinheiro x conhecimento x sex appeal x violência
* Obs: é como jogo de baralho, uma carta abre a outra. Yiuki

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

DESEJO - Jim Rohn

"Não deseje que seja mais fácil; deseje que você se torne melhor. Não deseje por menos problemas; deseje por mais habilidades. Nao deseje menos desafios; deseje mais sabedoria. "
(Jim Rohn)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

NÃO PODEMOS COMPREENDER O MUNDO EM QUE VIVEMOS SE NÓS MESMOS NÃO ESTAMOS ENCERRADOS NELE - Antoine Saint-Exupéry

“.. Não podemos compreender o mundo em que vivemos se nós mesmos não estamos encerrados nele. Só hoje compreendo o cigarro e o copo de rum do condenado a morte. Não concebia como ele podia aceitar essa miséria. Contudo ele sente nisso um grande prazer. A gente pensa que ele é corajoso porque sorri. Mas ele sorri porque bebe seu rum. Não sabemos que ele mudou de perspectiva e que fez, dessa hora derradeira, uma vida humana.” Página 111, Terra dos Homens – Antoine Saint-Exupéry

terça-feira, 22 de julho de 2008

ANTIPATIA

À vezes possuimos antipatia com uma pessoa quando ela é muito parecida conosco. Achei maneiro esse comentário do meu amigo Oswaldo.

CONFLITO COGNITIVO

"Conflito cognitivo é necessário para começar a aula."
Achei bárbaro esse comentário do Samuel Lago no lançamento do livro O Melhor de Rubem Alves no Fnac (21/07/2008).

LUZ DEMAIS NOS TEXTOS

Um texto com espuma, névoa ou escuro serve para que a pessoa possa imaginar e divagar na leitura. Um texto claro demais leva o soldado para a guerra. (Anotação feita no lançamento do livro do Rubem Alves).

TEVE UM CASO DE AMOR COM A VIDA - Robert Frost / Rubem Alves

"O Amor é a vida acontecendo no momento: sem passado, sem futuro, presente puro, eternidade numa bolha de sabão.
O poeta Robert Frost, sem ter tantas namoradas, namorou a vida em cada momento.
Na sua lápide ele mandou escrever: "Teve um caso de Amor com a vida".... Ponho-me a brincar com a vida e uma estranha metamorfose acontece: deixo de ser velho. Sou criança de novo..." Rubem Alves

domingo, 20 de julho de 2008

TRISTEZA

Não fique bravo com ele. Alguns silêncios indica sensatez...
Enfim, nós tinhamos uma irmã, Claire.
E eu lembro que uma ou duas vez por mês...
Ela passava o dia com lenço no nariz chorando
Nada conseguia acabar com a tristeza dela.
Nem as piadas engraçadas,
Nem as grandes confissões...
Toda tentativa de distraí-la era inútil.
Isso porque ela não tinha nenhum motivo para chorar.
Era ela que dizia isso.
Era uma tristeza muito antiga
Tão antiga, que ela deve ter sentido isso pela primeira vez numa vida anterior.
Na Idade Média, ou no tempo dos primeiros reis.
Desde essa época essa tristeza voltava com uma frequência regular
Era impossivel Claire escapar dela. Inútil.
Ela chamava isso de "dias melancólicos".
Ela recebia sorrindo, como se recebe primos.
Os olhos dela ficavam molhados
Eu poderia ter estrangulado a Claire num desses dias....
Por não poder ajudar-la
Eu me sentia muito humilhado.
Era como ela tentasse minha impotência contra a tristeza alheia
(ALICE: Quer dizer que chorava pra irritar você?)
Não era nada contra mim.
Ela só chorava
Como Buda ou qualquer divindade
E é impossível as pessoas admitirem que se pode chorar daquela maneira...
Com aquele sorriso
Um dia Claire, se matou.
Ela tinha 17 anos
Foi uma surpresa para todo mundo.
Eu juro...
Em vez de tristeza, era o espanto que reinava em nossa casa
Minha irmã era linda e feliz
Tudo com ela acontecia com perfeita comunhão.
Entende?
Ela dividia tudo.
Se não fossem...
Eu acho que foi essa tristeza antiga que a matou.
Eu acho que subestimamos muito as tristezas em geral
Sempre morremos de tristeza, na verdade.
(ALICE: você quer dizer que a tristeza vem conosco desde o nascimento?)
Sim.
(ALICE: Como a cor dos olhos?)
Sim. Exatamente.
E é por isso que precisamos tomar cuidado.
Os outros não podem fazer nada
Ninguém pode fazer nada contra ou favor da cor dos nossos olhos.
Por isso acho que seria justo deixar você cuidando sozinho da sua tristeza...
Vai esperar meu irmão a noite toda?
(ALICE: Sim...)

Filme "Em Paris" (Dans Paris. França/Portugal, 2006)

MERECER O AMOR... - FILME: Em Paris (Dans Paris. França/Portugal, 2006)

"No início antes de seguir você até este buraco, bem antes.
Nos primeiros dias, eu dormia repetindo "O Paul me ama"
Eu repetia isso em voz alta, umas 100 vezes, como uma prece
Eram palavras sem significados
Nós mal nos conhecíamos
Entretanto, surgiu uma coisa,
alguma coisa se instalou.
Eu achava que você me amava,
Eu tinha fé no seu amor.
Eu acreditava no seu amor.
E essa certeza nunca me abandonou.
Podemos rezar para que uma pessoa nos ame.
Não é a pior maneira de salvar a alma.
Você nunca rezou para que eu amasse você
Você nunca precisou do meu amor."
Filme "Em Paris" (Dans Paris. França/Portugal, 2006)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

PROBLEMAS DE LACTAÇÃO: Receita caseira para aumentar o leite materno

Outro dia minha amiga estava com dificuldade de amamentar o filho pois saía pouco leite. Procurei na internet sobre como aumentar a lactação e tive dificuldade de encontrar sobre esse assunto. Depois de um tempo encontrei um site em inglês, mas como vi que era dificil encontrar em site brasileiro deixo aqui a receita. Ah, minha amiga disse que depois desse chá não teve mais problemas de lactação.

INGREDIENTES:
• 1/2 xícara de Cevada (compra em casas de cereais e em mercados municipais);
• 3 xícaras de água;
• 3 colheres de chá de funcho (Semente de erva doce).

PREPARO:
Deixe de molho a cevada dentro da água durante uma noite (ou ferve a agua e a cevada durante 25 minutos, acho que neste caso precisa compensar a quantidade de água). Coe a cevada e deixe guardado essa "agua de cevada" em lugar fresco ou na geladeira. Quando precisar tomar, faça um chá de funcho com este preparado. Para 1 xícara de "água de cevada" fervida coloque 1 colher de chá de funcho; tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida é só coar e beber. A quantidade para tomar por dia precisa experimentar, não tinha no site isto. O funcho evita cólica tanto na mãe quanto para o filho.

RECEITA ORIGINAL:
A seguir deixo o texto original em inglês, na verdade sou péssimo em ingles, por isso eu conclui a receita acima fazendo algumas pesquisas nos tradutores onlines, mas a minha amiga está usando a receita e disse que não teve mais problema para amamentar o seu filho. Tem outras dicas de amamentação no site original, abaixo deixo o endereço eletrônico também.

"Soak one half cup (regular) barley in three cups cold water overnight, or boil the barley and water for 25 minutes. Strain out barley. Sotore barley water in refrigerator or cool place until needed. Then heat a cup or two to boiling and add fennel seeds - one teaspoon per cup of barley water. Steep for no longer than 30 minutes. This combination not only increases the breast milk, but also eases after pains and improves the digestion of mother and baby. This is one of the best home remedies for lactation problems."

(http://www.morphemeremedies.com/homeremedies_lactation_problems.htm)

Palavras chaves: amamentação, aumentar o leite materno, pouca quantidade de leite, lactação, produção, receita caseira, problemas de amamentação, problemas de lactação, leite materno, aumentar a produção de leite materno, pouco leite materno, aumentar a lactação, remédio caseiro, pouca lactação, dificulade na amamentação. Ufá! Acho que com essas palavras os procuradores consigam encontrar. Yiuki Doi

 

Pessoal, indico esse blog para mais dicas sobre nossos bebês: http://mamaeesimpatizantes.blogspot.com.br/

 


Agalalon – Carrinho para bebê (Israel)

Uma amiga comentou desses carrinhos de bebê que são comuns em Israel. Percebo que o agalalon é interessante e ótimo para o desenvolvimento psico-motora da criança. Também acredito que é uma questão de hábito, se temos bicicletas em casa, por que não termos esses carrinhos enquanto nossas crianças são pequenas?

O site que peguei as fotos é esse, está em hebraico:http://agalalon.wordpress.com/.

Abraços.

Yiuki

p.s. Em muitos modelos a táboa de base é removível. Quando o bebe é pequeno, coloca-se a tábua no nivel superior. Quando ele cresce, desce o nível para que ele possa ficar de pé e ver o MUNDO!

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FLORES - Yiuki Doi

Só queria falar de flores. Não acho que as que estão em minhas são as melhores.Somente queria sentir o perfume das suas e compartilhar o das minhas. Mas entendo, talvez eu que esteja errado em falar de flores sem nem possuir uma casa com um jardim próprio...

A VERDADE... É O QUE SIMPLIFICA - Terra dos Homens, Antoine Saint-Exupéry

“É preciso, para tentar distinguir o essencial, esquecer por um momento as divisões que, uma vez admitidas, arrastam todo um Alcorão de verdades intocáveis e o fanatismo conseqüente. Podem-se classificar homens em homens da direita e homens da esquerda, em corcundas e não-corcundas, em fascistas e democratas, e essas distinções são inatacáveis. Mas a verdade, vós o sabeis, é o que simplifica o mundo, e não o que gera o caos. A verdade é a linguagem que exprime o universal. Newton não “descobriu” uma lei que estivesse durante muito tempo dissimulada, como a solução de charada; Newton efetuou uma operação criadora. Fundou uma linguagem de homem que pode exprimir a queda da maçã na terra e a ascensão do sol. A verdade não é o que se demonstra, é o que simplifica.” Página 133, Terra dos Homens – Antoine Saint-Exupéry

domingo, 13 de julho de 2008

VENTOS EM ITALIANO - Ref. Rodrigo & Camila

Vento (Vento)
Tira vento (Está ventando)
Vento di Levante (Vento Leste)
Tramontana (Vento Norte)
Vento di Ponente (Vento Oeste)
Vento Australe (Vento Sul)

INTIMIDADE ATRÁS DOS NOMES - Yiuki


Ontem fazendo a caminho de Itupava para o Pico do Marumbi ouvi o comentário da Camila, namorada de um amigo meu, dizendo que em Italiano existem várias formas de chamar o vento. Senti um estranhamento, pois nunca reparei-os para atribuir nomes distintos, nem necessitei disto. Mas refletindo calmamente comecei a ver os vários ventos que existem pelo mundo: os que trazem o recado da estação, os que avisam que o mar está para os Deuses, aqueles que encaminham os velejadores a sua casa, os que anunciam a chuva e assim sucessivamente.

Neste momento de devaneio percebi que para atribuir nome a algo precisamos ter intimidade com aquilo que conquistou o nosso olhar. Ao longo da história as pessoas vêm relacionando com o mundo atribuindo os nomes seja por uma paixão ou uma simples necessidade. Mas independente de tudo, entendi que o vocabulário de um povo são as intimidades dele com o mundo; e isso foi maravilhoso, pois comecei a entender coisas que antes passavam despercebidas por mim.

Já na volta do Pico do Marumbi, dentro do trem, conversando com a irmã da Camila, ela disse que gostava de estudar de tudo, menos química. Eu achei isto curioso, pois para mim sempre foi fascinante estudar a química e a física. Então compreendi que não adianta apresentar nomes sem criar uma intimidade da pessoa para com o objeto. Talvez, ela não tivesse a oportunidade de encontrar um professor que envolvesse essa matéria no quotidiano dela. Por ventura a necessidade de passar no vestibular não fosse suficiente para ela criar uma intimidade com a química. Quiçá a química não tivesse um semblante apaixonante, uma incompatibilidade de atração e somente isto, a vida é assim mesmo.

Sentado na poltrona confortável depois de uma caminhada longa e com cansaço ainda fiquei curtindo essa descoberta. Percebi que as pessoas atribuem nomes carinhosos quando possui intimidade especial com os objetos. Por exemplo, os barcos deixam de ser um barco ganhando esses nomes afetivos gravados nas laterais demonstrando o relacionamento particular do dono. Geralmente são nomes de mulheres. Até por um momento cogitei em ser apenas homenagens a essas mulheres, nada mais do que isto. Mas logo em seguida, percebi que antes desses nomes terem sentidos, as intimidades que os donos possuíam com o barco já existiam. Então eu compreendi que o relacionamento vem antes do batismo dos barcos.

Comecei então entender que o nome muda conforme o relacionamento modifica. Lembrei dos nomes dos meus amigos que não conseguia usar mais. Algo dentro de mim tinha modificado, algo entre nós tinha mudado e não conseguia mais pronunciar Patrícia, Luciano, Viviane e Edson como foram me apresentados no primeiro dia de encontro. Sei que cada nome é especial e pessoal, mas depois de um tempo de convivência com eles, somente o pronunciar de Paty, Batata, Vivi e Walker é que me fazem estar junto a eles.

Ontem aprendi que atrás do nome existe toda história de um relacionamento. Seja de paixão, des-paixão ou de necessidade de (sobre)vivência. Entender isto me fez querer descobrir mais coisas a serem nomeadas por mim; não porque existem dicionários a serem descobertos pelo mundo, mas simplesmente por ansiar mais intimidade com tudo que me rodeia. Mas o que mais me encantou antes de dormir é compreender que é necessário respeitar a procura das intimidades das pessoas. Para isso precisamos pressentir a possibilidade de um relacionamento entre elas, caso contrário serão somente letras e sílabas desconexas que desaparecem no ar - o que não haveria problema também, pois acredito que as pessoas são livres para desvendar o que quiser nesse mundo magnífico e misterioso. Yiuki Doi

PROGRESSO x HUMANIDADE - Antoine de Saint-Exupéry

"Somos todos bárbaros novos que ainda se maravilham com seus novos brinquedos. Não têm outro sentido nossas corridas de avião. Esse sobe mais alto, aquele corre mais depressa. Esquecemos por que o fazemos correr. A corrida provisoriamente, mais importante que o seu próprio objetivo. E sempre é assim mesmo. Para quem funda um império o sentido da vida é conquistar. O soldado despreza o colono. Mas o fim da conquista do soldado não é o estabelecimento do colono? Assim, na exaltação dos nossos progressos, fazemos com que os homens servissem ao estabelecimento de vias férreas, à construção de usinas, a perfuração de poços de petróleos. De certo modo esquecemos que essas construções são feitas para servir ao homem. Nossa moral foi, durante o período da conquista uma moral de soldado. Mas agora precisamos colonizar. Precisamos dar vida a essa casa nova que ainda não tem fisionomia. A verdade para um, foi construir; para outro é habitar." (Terra dos Homens, Antoine de Saint-Exupéry)

Trilho do trem de Ctba ao P. Est. do Pico do Marumbi, 12-07-2008:

quinta-feira, 10 de julho de 2008

RISO revela um dos segredos da alma - Rubem Alves

"O riso é uma ejaculação repentina de alegria. E ele acontece quando o inesperado aparece à nossa frente e nos passa uma rasteira. Todo bom contador de piada sabe disso. É preciso que o final seja um final que ninguém esperava. É o inesperado gracioso que faz o corpo explodir de riso.
O riso revela um dos segredos da alma: a alma não gosta de marchar. Na marcha tudo é igual, previsível, feito em parada militar. A alma é bailarina que gosta mais é de dançar. Por isso que, no seu estado original, (e isto é lição que a psicanálise nos ensina) a alma é uma criança brincalhona. É uma feiticeira que se deleita nas mais insólitas e proibidas transformações. É o poeta que escreve, e o mundo nunca é mais o mesmo. É palhaço que se ri de que o mundo seja assim tão parecido com um circo..."
Crônica: Bosta de vaca e política (Rubem Alves)

APEGO - K. Utumi

Complicamos a nossa vida por causa do apego. K. Utumi

quarta-feira, 9 de julho de 2008

MAR PORTUGÊS - Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mar nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

FOTOGRAFIA: Comentário do Diógenes Moura sobre a exposição "Mar de Homens" do Roberto Linsker no MON

Algumas dessas imagens ultrapassam qualquer representação estética (flechando no coração o "coma" do rigor formal) para construir quadros em que palavras não chegam onde precisam ir. Por mais que se tente, em muitos momentos, Mar de Homem vence o verbo. Diógenes Moura

MAR - Lúcio Cardoso

Mar, coisa que sou carregando sangue, neblina e fúria morta. Lúcio Cardoso

segunda-feira, 7 de julho de 2008

ARTE x ESPIRITUARIDADE / Yiuki Doi

Ontem no museu vi as cerâmicas pré-colombianas e pela primeira vez percebi o quanto a arte pode estar relacionada à espiritualidade de um povo. Olhando aquelas representações humanas senti que os impulsos criativos e genuínos estão relacionados a uma aceitação da verdade de que os nossos sentidos primários nos enganam. Cada pessoa, cada povo, cada época parecem buscar a sua espiritualidade; mas naquele momento questionei se a nossa está preparada para produzir obras magníficas com tamanho desprendimento das verdades que a sociedade atual nos ensina. Yiuki Doi

AMOR ABORTADO

O amor surge da união do sentimento, pensamento e ação.
Sem essa tríade não existiria o seu nascimento.
Seria um amor abortado.
Yiuki Doi

domingo, 6 de julho de 2008

PINTAR x VER - Josef Albers

"Porque não ensinamos a pintar, ensinamos a ver."  Josef Albers

ARTE PRÉ-COLOMBIANA / Anni Albers nov 1969

"[A arte] possui um poder revigorante da qual precisamos o tempo todo. Talvez tenha sido essa qualidade atemporal na arte pré-colombiana que falou conosco na primeira vez, indiferente à significância que ela deve ter tido à comunidade contemporânea a ela" Anni Albers.

PAZ DE ESPÍRITO - Cintia Napoli

"Paz de espírito é estar de acordo com que a gente entendi" Cintia Napoli

FOTOGRAFIA - German Lorca

"Esses momentos são maravilhosos e fiéis à minha memória. Se recordar é viver, essas fotografias são recordações de vida também para todos.
Mas, por favor, de uma saudade na memória de um fotógrafo, não faça um historiador." German Lorca

TOI ET MOI (Eu e Você) - Paul Géraldy, tradução do poeta Guilherme de Almeida.

"Leve-as! Não quero ver essas fotografias que falam de nós dois, que contam nossa história. Minhas saudades são mais lindas na memória. Invocando-as assim você as afastaria.
Esconda esses cartões onde tudo fenece, onde o nosso passado esplêndido aparece sem sua cor, nem sua voz, nem seu perfume... ao passo que um detalhe inexpressivo assume uma importância enorme, irritante e cruel. Minha memória é mais fiel..." Paul Géraldy

SONHOS - Yiuki Doi

Meu sonho é mais valioso do que as frustrações que possam surgir na sua busca; caso contrario não valeria a pena o sonho. Mas também se deixar de valer não me importaria também, pois estarei em busca de outros sonhos. Yiuki Doi

VONTADE E DESEJO - Lúcifer, Vol. 1, no 2, outubro de 1887, p. 96

A vontade é posse exclusiva do homem em nosso plano de consciência.
Ela o distingue do bruto em quem apenas o desejo instintivo encontra-se ativo.
O desejo, em sua aplicação mais ampla, é a força criativa do Universo.
Nesse sentido, não se distingue da Vontade; mas enquanto permanecermos apenas homens não conheceremos o desejo nesta forma. Portanto, Vontade e Desejo são considerados aqui opostos.
Assim a Vontade é o rebento do Divino, Deus no homem; o Desejo, a força motriz da vida animal.
A maioria dos homens vive no desejo e pelo desejo, confundindo-o com a vontade. Mas aquele que aspira deve distinguir a vontade do desejo, tornando sua vontade soberana, pois o desejo é instável e muda sempre, enquanto que a vontade é firme e constante.
A vontade e o desejo são criadores absolutos, formando o próprio homem e seu entorno. Mas a vontade cria de forma inteligente — o desejo de forma cega e inconsciente. O homem, portanto, torna-se a imagem de seus desejos, a menos que crie a si mesmo à semelhança do Divino, valendo-se de sua vontade, que é filha da luz.
Sua tarefa é dupla: despertar a vontade, fortalecê-la pelo uso e pela conquista, torná-la regente absoluta de seu corpo e, paralelo a isto, purificar o desejo.
Conhecimento e vontade são os instrumentos usados para a obtenção desta purificação.
Lúcifer, Vol. 1, no 2, outubro de 1887, p. 96 (http://teosofia.wordpress.com/2008/01/16/vontade-e-desejo/)

sábado, 5 de julho de 2008

PENSAMENTOS

Meus pensamentos e idéias são lerdos e em "forma de nuvens", radial e de conexões estranhas. Eles gostam de divagar nas ruas sem saidas por medo de deixá-las escapar. São nuances abstratos de sensações que não consigo explicar e que às vezes demora dias ou semanas para clarear. Por causa disto muitas vezes não sei expressar as coisas que estão na minha cabeça e preciso escrever para que eles fiquem organizados em forma de um fio. Yiuki Doi (P.S. No fim acho que tem nome para isto: Lesado.)

DEUS

Fazer a paz com Deus é fazer paz consigo mesmo, pois Ele se encontra dentro da gente. Yiuki Doi

PAZ DE ESPÍRITO

A paz de espírito relaciona-se com a descoberta de algo que nos faz desapegar da matéria, carne e conhecimento em função do amor e da clareza do nosso papel aqui. Yiuki Doi

terça-feira, 1 de julho de 2008

BORBOLETA - Alberto Caeiro

"Passa a borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não tem perfume nem a cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move.
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor."
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

SABOTAR A MENTE - Yiuki Doi

Desculpe a agressividade do texto abaixo, pois escrevi em resposta a um amigo meu num dia de discurssão - contudo deixo postado aqui, pois acredito muito no que está atrás do tom agressivo meu.

Tudo que se repete tem algo a se notar de importante. Se há tempo não consigo resolver algo, o problema está na minha mente. Não estou dizendo o que é certo ou errado. Quem sou eu para dizer isto, mas só estou dizendo que a mente é a dádiva e também o pior inimigo do homem. Quando percebi estava no circulo vicioso que a minha mente armou, precisei usar a alternativa que era fazer coisas que minha mente dizia que não servia para mim. Só assim consegui sabotar a minha mente. Lógico, precisamos sabotar com mínimo de instinto de sobrevivência. Também não foi na primeira sabotagem que percebi as mudanças, é ao longo de várias sabotagens. Única coisa que me incentivava a sabotar a mente era questionando a minha harmonia. É no final pensava: Que se danem as certezas, pra que elas servem se não consigo a harmonia?! Então pensei: Vamos aceitar as opiniões dos amigos, vamos fazer música mesmo que eu seja péssimo nisto, vamos malhar e ficar gostoso, vamos escutar os tios, vamos transar por transar, vamos ao psicólogo, vamos para fonoaudióloga, vamos dançar como que ninguém estivesse me olhando, vamos sair por sair mesmo não tendo vontade, vamos deixar nos levar de olhos fechados em uma paisagem distinta – afinal não tenho o que perder. Mas de tantas coisas, para quem é cabeção não adianta ir ao cabeção, é o caminho de desequilíbrio da tríade corpo, mente e sentimento. A mudança pode partir de qualquer ponto concomitante ou não, mas estou falando do corpo neste caso específico, se quiser pela mente pode-se ir ao psicólogo, o idealizado por mim é pelo coração, o eficiente é pelo corpo e a dor. Maioria dos meus amigos e eu somos cabeção. Minha vaidade se encontra no intelecto, precisei boicotar o orgulho do intelecto. Quando falo jogar o corpo na fogueira, não é exercício físico, é jogar o seu corpo físico em um sistema espaço sociocultural distinto, para que seja impregnado por ele, isto é um começo, pois saindo de lá sempre pensaremos e sentiremos diferente. Mas também o exercício físico faz parte do processo, se pesquisar sobre bioenergética ela fala sobre isto. Assim como fazer canto (quem canta os males espanta): Cantar permite-nos entender onde estão as cicatrizes da alma. Do mesmo jeito entender seu físico faz perceber essas marcas, essas cicatrizes que a mente não consegue perceber por si só. Hoje desejo a “morte” para mim a cada instante, assim como desejo o mesmo aos meus amigos. Não acredito que o serviu para mim serve para outros, mas que a "morte" cai bem a todos, isso tenho certeza.
Yiuki Doi

CONVICÇÃO x PRISÃO

A convicção é a prisão nossa. (não sei o autor)

sábado, 28 de junho de 2008

AS COISAS SÃO - Renato Russo

"Não é como a vida está e sim como as coisas são" (Renato Russo - Meninos e Meninas 2)

URUBU E O PAVÃO: Não tente melhorar

Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:
'Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu: ´Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante , porém , nem voar eu posso de modo a mostrar minha beleza, feliz é o urubu que é livre para voar para onde o vento o levar ´.
O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore: ´que infeliz ave sou eu , a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele pavão´.
Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão.
Então se cruzaram e

daí nasceu o peru,

QUE É FEIO PRA C.A.R.A.L.H.O E NÃO VOA!!!!
Conclusão: se tá ruim, nem tente arrumar, que piora!!

O IDIOTA

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2.000 REIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos."Eu sei" - respondeu o tolo assim: "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
"O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente"

CARTAS A UM JOVEM POETA (1ª Carta) - Rainer Maria Rilke

Paris, 17 de fevereiro de 1903

Prezadíssimo Senhor,

Sua carta alcançou-me apenas há poucos dias. Quero agradecer-lhe a grande e amável confiança. Pouco mais posso fazer. Não posso entrar em considerações acerca da feição de seus versos, pois sou alheio a toda e qualquer intenção crítica. Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal-entendidos mais ou menos felizes. As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizívies quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, — seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efêmera.

Depois de feito este reparo, dir-lhe-ei ainda que seus versos não possuem feição própria, somente acenos discretos e velados de personalidade. É o que sinto com a maior clareza no último poema Minha alma. Aí, algo de peculiar procura expressão e forma. No belo poema A Leopardi talvez uma espécie de parentesco com esse grande solitário esteja apontando. No entanto, as poesias nada têm ainda de próprio e de independente, nem mesmo a última, nem mesmo a dirigida a Leopardi. Sua amável carta que as acompanha não deixou de me explicar certa insuficiência que senti ao ler seus versos sem que a pudesse definir explicitamente. Pergunta se os seus versos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outras poesias e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator. Pois bem — usando da licença que me deu de aconselhá-lo — peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, — ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza — relate tudo isto com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas do seu ambiente, as imagens dos seus sonhos e os objetos de sua lembrança. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente. Mesmo que se encontrasse numa prisão, cujas paredes impedissem todos os ruídos do mundo de chegar aos seus ouvidos, não lhe ficaria sempre sua infância, esta esplêndida e régia riqueza, esse tesouro de recordações? Volte a atenção para ela. Procure soerguer as sensações submersas deste longínquo passado: sua personalidade há de reforçar-se, sua solidão há de alargar-se e transformar-se numa habitação entre o lusco e fusco diante do qual o ruído dos outros passa longe, sem nela penetrar. Se depois desta volta para dentro, deste ensimesmar-se, brotarem versos, não mais pensará em perguntar seja a quem for se são bons. Nem tão pouco tentará interessar as revistas por esses seus trabalhos, pois há de ver neles sua querida propriedade natural, um pedaço e uma voz de sua vida. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade. Neste caráter de origem está o seu critério, — o único existente. Também, meu prezado Senhor, não lhe posso dar outro conselho fora deste: entrar em si e examinar as profundidades de onde jorra sua vida; na fonte desta é que encontrará resposta à questão de saber se deve criar. Aceite-a tal como se lhe apresentar à primeira vista sem procurar interpretá-la. Talvez venha significar que o Senhor é chamado a ser um artista. Nesse caso aceite o destino e carregue-o com seu peso e a sua grandeza, sem nunca se preocupar com recompensa que possa vir de fora. O criador, com efeito, deve ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si e nessa natureza a que se aliou.

Mas talvez se dê o caso de, após essa decida em si mesmo e em seu âmago solitário, ter o Senhor de renunciar a se tornar poeta. (Basta como já disse, sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo). Mesmo assim, o exame de sua consciência que lhe peço não terá sido inútil. Sua vida, a partir desse momento, há de encontrar caminhos próprios. Que sejam bons, ricos e largos é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir.

Que mais lhe devo dizer? Parece-me que tudo foi acentuado segundo convinha. Afinal de contas, queria apenas sugerir-lhe que se deixasse chegar com discrição e gravidade ao termo de sua evolução. Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas a que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa.

Foi com alegria que encontrei em sua carta o nome do professor Horacek; guardo por este amável sábio uma grande estima e uma gratidão que desafia os anos. Fale-lhe, por favor, neste meu sentimento. É bondade dele lembrar-se ainda de mim; e eu sei apreciá-la.

Restituo-lhe ao mesmo tempo os versos que me veio confiar amigavelmente. Agradeço-lhe mais uma vez a grandeza e a cordialidade de sua confiança. Procurei por meio desta resposta sincera, feita o melhor que pude, tornar-me um pouco mais digno dela do que realmente sou, em minha qualidade de estranho.

Com todo o devotamento e toda a simpatia,

Rainer Maria Rilke

MORTE - 2

Quando me refiro a morte, refiro à morte do meu orgulho e da certeza absoluta. O entendimento da insignificância de se apegar a algumas verdades que seriam somente minha.
As paisagens a serem vistas são ilimitadas nesta vida e o caminho do meu canto eu conheço, então preciso às vezes abdicar da minha janela para poder visitar os outros mundos.
Somente isto, sem levar em conta quem é o dono da verdade, pois certo dia eu compreendi que a vida é uma ilusão. Eu busco neste ponto a capacidade de renascer diariamente.
Yiuki Doi

Efemeridade das coisas...

Às vezes sinto que soluções que estão externa da gente é fragil demais. Mas também percebo que aquilo que está fora da gente é prazeroso de descobertas e aprendizados. Talvez o segredo não é o que está fora da gente, e sim, a relação que temos do interno para o externo. Porque as coisas externas morrem, eu morro. E o que pode ser renascido, reconfigurado são as relações.

MORTE: Tolstoi

"O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. Aquele que supera esse medo possui tudo, pois é imortal." Léon Tolstoi

FELICIDADE: Victor Hugo

Infeliz do que só tiver amado corpos, aparências, que tudo lhe tirará a morte. Amai as almas se depois da morte as quereis encontrar. Victor Hugo

FELICIDADE: Provérbio Chinês

A felicidade é como a borboleta: Quando a perseguimos, nos escapa; quando desistimos de persegui-la, pousa em nós. (Provérbio Chinês)

TEMPO RELATIVO

Cada pessoa possui o tempo certo de aprender. Ninguém é mais ou menos por causa destas diferenças. Tampouco devemos esquecer que um dia engatinhávamos, que tivemos o primeiro beijo, que aprendemos a dirigir ou que descobrimos que a vida é um show de ilusões. Respeitar o tempo de cada pessoa, inclusive o nosso, nos torna serenos e gentis conosco e com o mundo. Yiuki Doi

domingo, 22 de junho de 2008

SOU UM GUARDADOR DE REBANHOS - Alberto Caeiro

"Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade
Sei a verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

PENSAR EM DEUS É DESOBEDECER A DEUS - Alberto Caeiro

"Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!..."
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

AMAR É A ÚNICA INOCÊNCIA - Alberto Caeiro

"Creio no mundo como num malmequer.
Porque o vejo
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez pra pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo da Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mar porque a amo, e amo-a por isso
Por que quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é eterna inocência,
E a única inocência não pensar..."

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

REBIRTH (Renascimento) - Swami Tilak

"Tão temida e inevitável é a morte! mas muito pouco gente pensa seriamente no problema da morte. Que é a morte? Como ela ocorre? Vem de repente? Ou segue um processo contínuo? Na realidade, não há nenhum momento em que a morte não esteja presente. A morte é o clímax de um processo contínuo que se poderia comumente chamar "transformação". É muito curioso saber que vemos a morte e vemos também a transformação, mas não vemos a morte na transformação e nem a transformação na morte. Se não houvesse a "transformação" não haveria nenhuma morte." (Swami Tilak)

sábado, 7 de junho de 2008

EMPATIA - Yiuki

Dela nasce o respeito, medo, humildade, compaixão e conseqüentemente a harmonia que é diferente de igualdade. Gostaria que as pessoas vissem que é uma virtude a ser cultivada ao longo da vida. Quando as pessoas perceberem a importância dela creio que haverá menos guerras, discriminações e conflitos neste mundo. Talvez neste momento encontremos a paz que tanto procuramos. Yiuki Doi

PRINCÍPIO E O FIM - Léon Tolstói

"É no coração do homem que reside o princípio e o fim de todas as coisas" Léon Tolstói, escritor russo, 1828-1910

INTUIÇÃO - Rousseau

“A verdade não reside primariamente no pensamento, mas no sentimento, na intuição imediata, na certeza do coração”. (Rousseau)

O QUE A MEMÓRIA AMA FICA ETERNO - Rubem Alves

"Os meus desejos, não é preciso que ninguém me lembre deles. Não precisam ser escritos. Sei-os (isto mesmo, SEIOS!) de cor. De cor, quer dizer no "coração". Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno." (Rubem Alves)

BUSCA - Yiuki

Divaguei, chorei, sorri e exauri de tanto buscar o mundo, o qual não encontrei. Mas graças a isso, hoje sinto que todo universo se encontra dentro de mim. Yiuki Doi

DOR - Marquês de Maricá

"A experiência que não dói pouco de aproveita" Marquês de Maricá

OLHAR - Yiuki

Um dia sempre é um dia, cabe o olhar ver a beleza nela. Yiuki Doi

FELICIDADE - Goethe

"Feliz é o homem que pode achar a relação entre o começo e o fim de sua vida." Goethe

DESPREZO PELAS COISAS QUE NÃO DEPENDEM DE NÓS - Epíteto

“Resguarda-te muito quando vires alguém coberto de honras ou alcançando as mais elevadas dignidades, para não considerá-lo, arrastado por tua imaginação, como um homem feliz. Porque se a essência do verdadeiro bem está nas coisas que dependem de nós, nem a inveja, nem a rivalidade, nem o ciúme poderá ter lugar em ti; e não desejarás ser general, nem senador, nem cônsul, mas livre. E procura pensar que, para alcançar essa liberdade, só há um caminho: o desprezo pelas coisas que não dependem de nós.” (Epíteto)

KATALEPSIS - Steven Pressfield

"Os espartanos tem um termo para o estado mental, que deve ser, a qualquer preço, evitado em combate. Chamam de Katalepsis, "possessão", isto é, a perturbação dos sentidos que ocorre quando o terror ou a raiva usurpam o domínio da mente. ...O papel do oficial: atiçar sua bravura quando esmorecida e refrear sua fúria quando ela ameaça tirar-les o controle. Um homem cujo atributo principal era o auto-controle e a serenidade, não por si mesmo, mas por aqueles para quem ele era o exemplo....Realizar o lugar-comum sob condições nada comuns." (Steven Pressfield - Portões de Fogo - capítulo onze)

UM TEMPO PARA CADA COISA: Eclesiastes 3

Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus:
Há tempo para nascer, e tempo para morrer;
Tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado;
Tempo para matar, e tempo para sarar;
Tempo para demolir, e tempo para construir;
Tempo para chorar, e tempo para rir;
Tempo para gemer, e tempo para dançar;
Tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las;
Tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se;
Tempo para procurar, e tempo para perder;
Tempo para guardar, e tempo para atirar fora;
Tempo para rasgar, e tempo para coser;
Tempo para calar, e tempo para falar;
Tempo para amar, e tempo para odiar;
Tempo para guerra, e tempo para paz;

Que proveito tira o trabalhador de sua obra? Eu vi o trabalho que Deus impôs aos homens: Tôdas as coisas que Deus fêz são boas, a seu tempo. Êle pôs, além disso, no seu coração a duração inteira, sem que ninguém possa compreender a obra divina de um extremo a outro. Assim eu concluí que nada é melhor para o homem do que alegrar-se e procurar o bem-estar durante sua vida; e que comer, beber e gozar do fruto do seu trabalho é um dom de Deus. Reconheci que tudo o que Deus fêz subsistirá sempre, sem que se possa ajuntar nada, nem nada suprimir. Deus precede desta maneira para ser temido. Aquilo que é, já existia, e aquilo que há de ser, já existiu; Deus chama de novo o que passou.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

AFINIDADE - Arthur da Távola

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
(Arthur da Távola)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

SOMOS O QUE DEIXAMOS DE FAZER - Yiuki

A nossa vida é feita de escolhas e no momento de cada escolha, descartam-se todas outras possibilidades que a vida nos tinha reservado. Entendendo isto estou aprendendo a fazer as escolhas com maior consciência... talvez o livre arbítrio se encontre na responsabilidade daquilo que optamos em não fazer. Yiuki Doi

domingo, 1 de junho de 2008

BELEZA - Kafka

"Quem possui a faculdade de perceber a beleza nunca envelhece" (Kafka)

VOAR - Rubem Alves

“Somos assim: sonhamos o vôo mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o vôo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.” (Rubem Alves)

REFERENCIAS - Yiuki

Uma amiga especial, Keiko, comentou de um cara que crê que a religião é importante a algumas pessoas com intuíto de um dia caminhar sem necessitá-la. Hoje percebo que o mesmo acontece com nissei, japonês, negro, chinês, árabe, homem, mulher, etc., pois para o caminho da iluminação não importa os pontos de partidas, somente é necessário saber as referências de onde partimos. Yiuki Doi

ITACA - Cavafy, Constantino.

"Quando partires de regresso a Ítaca,
deves orar por uma viagem longa,
plena de aventuras e de experiências.
Ciclopes, Lestrogónios, e mais monstros,
um Poseidon irado - nas os temas,
jamais encontrarás tais coisas no caminho,
se o teu pensar for puro, e se um sentir sublime
teu corpo toca e o espírito te habita.
Ciclopes, Lestrogónios, e outros monstros,
Poseidon em fúria- nunca encontrarás,
se não é na tua alma que os transportes,
ou ela os não erguer perante ti.
Deves orar por uma viagem longa.
Que sejam muitas as manhãs de Verão,
quando, com que prazer, com que deleite,
entrares em portos jamais antes vistos!
Em colónias fenícias deverás deter-te
para comprar mercadorias raras:coral e madrepérola,
âmbar e marfim,e perfumes subtis de toda a espécie:
compra desses perfumes o quanto possas.
E vai ver as cidades do Egipto,
para aprenderes com os que sabem muito.
Terás sempre Ítaca no teu espírito,
que lá chegar é o teu destino último.
Mas não te apresses nunca na viagem.
É melhor que ela dure muitos anos,
que sejas velho já ao ancorar na ilha,
rico do que foi teu pelocaminho,
e sem esperar que Ítaca te dê riquezas.
Ítaca deu-te essa viagem esplêndida.
Sem Ítaca, não terias partido.
Mas Ítaca não tem mais nada para dar-te.
Por pobre que a descubras, Ítaca não te traiu.
Sábio como és agora,
senhor de tanta experiência,
terás compreendido o sentido de Ítaca."
(Cavafy, Constantino)

DESEJO - Yiuki Doi

Desejo encontrar pessoa fiel no amor e infiel na paixão.
Fiel no amor consigo, com a família, o trabalho, companheiro e tudo que realmente é importante para si.
Infiel nas mais variadas paixões do quotidiano. Num curso, num copo de bebida, num prato especial, numa roupa, num por de sol, etc. Pois na renovação das paixões que o amor se alimenta.
Alguém que entenda que 1 + 1 é muito mais do que 2 e que estes elementos a mais precisam de sacro-ofício.
Uma pessoa que perceba que o mundo é maior do que somente nós dois, pois ninguém pode ser o universo do outro; afinal ele é muito maior e maravilhoso para ser vivido por nós.
Alguém que nos momentos mais difíceis me possibilita descansar e sonhar para que neste momento possa me recompor; e quando ela precisar eu possa oferecer o meu ombro da mesma maneira.
Uma pessoa que ao final da vida possamos olhar o que somente por nós foi possível construir e dizermos que valeu a pena ter vivido juntos; e que por meio dessa união pudemos ser pessoas melhores para conosco e com as pessoas que amamos.

DESEJO - Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

(Victor Hugo)

HAJIMARI

Kuro to shirono ishinami ga hirogaru bench no ashimoto.
Hitori suwari, kikoeru mati no toiki.
kuruma no oto wa yamanu kumoribini sugiyuku kitotati wa tooii sonzai.
Mawari no hanagi wa soyokaze de yure samishii boku wo otitsukasetekureru.
Tadashii ka wakaranaku ayundeiru konomiti itsushika sunao ni waraeru toki ga kuru to jibun ni iikikaseru.
Hitori kurashi hajimeru kono mati yasashiku boku wo ukeireruno darouka.
Kangaetsutsu mitsumeteiru ishinami.
Soyokaze wa hoho wo sasuri toorisugiru.
Asu wa hareru no darouka.
Yiuki Doi


AMOR PLATÔNICO - Yiuki

No olhar nenhuma lágrima a cair.
Por que chorar a perda daquilo que nunca tive?
No peito vazio, o vento parecia passar direto.
Se pelo menos pudesse provar o meu amor...
Nem isso eu pude.
O que vale as palavras ditas se já desapareceram no ar?
Nada, apenas nada...
Por você, teria feito as maiores loucuras de amor.
O Evereste eu encararia.
Nos carros teria me jogado.
A família e o emprego?!
Eu largava-os. Insano? Brega?
Pode ser, mas agir de cor todos precisam.
E é isso que enaltece o amor: A coragem.
Contudo, nada adianta se a pessoa amada não corresponde.
Dar vazão e ser retribuído é primordial para viver o amor.
Mas isso não aconteceu e o mundo nada testemunhou.
Ninguém, a menos eu, saberás a imensidão e o limite que ele alcançaria.
Percebi tristemente que ele existia apenas na minha cabeça.
Ao mundo ele nunca fez a diferença.
Então, qual é o real significado dele?
O porquê desse sentimento sagrado e divino se não faz diferença nenhuma ao mundo?
Semanas passam e o vazio continua a me incomodar.
Fechava os olhos e a sua imagem perdurava na minha cabeça.
O tempo arrastava parecendo estagnar a vida.
Foi então que comecei a lembrar dos meus outros amores.
Amores que o tempo fez com que os apagassem do coração.
Mas lentamente, eles começaram a se juntar com o seu rosto.
Percebi nesse momento, que os sentimentos que tive por eles ainda existiam.
Com o passar dos anos imaginei que tivessem desaparecidos.
Mas não, eles apenas estavam ocultos e dissimulados.
Apenas faziam parte de um todo maior que é o meu amor por você.
Estavam sempre no mesmo lugar, eu que tinha perdido-os.
Pouco a pouco, a tranqüilidade tomava conta de mim.
Sobre leve sorriso as lágrimas caíram.
E eu senti o gosto salgado.
Percebi então, o mundo a minha espera. Sempre no mesmo lugar.
Do silêncio o som nascia e a luz estava a abrir as paisagens.
Respirei profundamente e tentei escutar o meu peito.
A batida quase parando parecia acelerar pela descoberta.
Mas entre as batidas percebia-se ainda a dor.
Só que era uma dor leve e suave, não era mais dilacerante.
O vazio que me incomodava tinha desaparecido.
Então consegui enfim olhar o mundo com a vontade de desvendá-lo.
Procurar algo nele para sentir e viver.
Correr e ver o horizonte a me esperar.
Hoje consegui perceber que o amor não acaba nem morre.
Ele apenas passa por momento de latência e de amadurecimento.
O amor que eu tenho por você só existe por causa dos outros que tive.
E esse, o tempo irá silenciar e acalantá-lo a espera de outra oportunidade.
Mas quando chegar o momento certo ele ganhará vida e forma.
Conhecerá os raios de sol, sentirá a brisa do mar e escutará a música.
E sei que nessa hora, o mundo saberá o amor que tenho por você.
Yiuki Doi

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