Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

sábado, 26 de maio de 2012

Platonismo da vontade – Gaston Bachelard

“Como explimir melhor, no sentimento mesmo de um amor platônico, esse platonismo da vontade que dá ao ser àquilo que o ser quer, àquilo que é o futuro ser, depois de ter suprimido todos os seres do passado, todos o seres da reminiscência, todos os desejos sensuais em que se alimentava uma vontade schopenhaueriana, uma vontade animal!"

Gaston Bachelard (O ar e os sonhos, Editora Martins Fontes, 1ª Ed., p.146)

Árvore Nitzschiana – por Gaston Bachelard.

A árvore nitzschiana […] é um vinculo todo-poderoso do mal e do bem, da terra e do céu. “Quanto mais quer elevar-se rumo às alturas e à claridade, mais profundamente suas raízes se afundam na terra, nas trevas e no abismo – no mal.” (Zaratrustra, Da árvore sobre a montanha, 1ª ed., p.57). Não há bem evasivo, desabrochado, não há flor sem um trabalho da imundície da terra. O bem brota do mal.

Gaston Bachelard (O ar e os sonhos, Editora Martins Fontes, 1ª Ed., p.150)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Imaginação x Moral – Gaston Bachelard.

Autor: Gaston Bachelard | Livro: O ar e os sonhos | capítulo: Os trabalhos de Robert Sesoille | Editora Martins Fontes | 1ª Ed. | P.112

“Os moralistas gostam de falar-nos da invenção em moral, como se a vida moral fosse obra da inteligência! Que nos falem antes do poder primitivo: a imaginação moral. É a imaginação que deve fornecer a linda das belas imagens ao longo da qual há de correr o esquema dinâmico que é o heroísmo. O exemplo constitui a própria causalidade moral. Porém, mais profundo ainda que os exemplos oferecidos pelos homens, é o exemplo fornecido pela natureza. A causa exemplar pode converter-se em causa substancial quando o ser humano se imagina de acordo com as forças do mundo. Quem tentar igualar sua vida à sua imaginação sentirá crescer em sí nobreza ao sonhar a substância que sobe, ao viver o elemento aéreo em sua ascensão.
(Autor: Gaston Bachelard | Livro: O ar e os sonhos | capítulo: Os trabalhos de Robert Sesoille | Editora Martins Fontes | 1ª Ed. | P.112)

“O ser imaginante e o ser moral são muito mais solidários do que pensa a psicologia intelectualista, sempre pronta a considerar as imagens como alegorias. A imaginação, mais que a razão, é a força da unidade da alma humana. (Autor: Gaston Bachelard | Livro: O ar e os sonhos | capítulo: Nietzsche e o psiquismo ascensional | Editora Martins Fontes | 1ª Ed. | P.153)

Profundidade está em cima–Nota sobre Novalis por Gaston Bachelard.

Autor: Gaston Bachelard | Livro: O ar e os sonhos | capítulo: A queda Imaginária | Página 108

“Se o universo é de certa forma o precipitado da natureza humana, o mundo dos deuses é a sua sublimação.” E Novalis acrescenta este profundo pensamento: “Os dois se fazem uno actu.” A sublimação e a cristalização se faz num único ato. Não há sublimação sem depósito, mas também pouco existe cristalização sem um vapor ligeiro que deixe a matéria, sem um espírito que corre acima da terra.

Gaston Bachelard

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Imagine – Gaston Bachelard

“Imaginar-se um mundo é tornar-se responsável, moralmente responsável, por esse mundo” (Gaston Bachelard – Livro: O ar e os sonhos, capítulo: A queda imaginária, página 93)

“A imaginação, princípio primeiro de uma filosofia idealista, implica que se introduza o sujeito, todo o sujeito, em cada uma de suas imagens. Imaginar-se um mundo é tornar-se responsável, moralmente responsável, por esse mundo. Toda doutrina da causalidade imaginária é uma doutrina da responsabilidade.” Gaston Bachelard.

domingo, 20 de maio de 2012

Inspiração – Carlos Fuentes

"Não creio na inspiração, é um palavra que detesto. Só existe nas cartas de amor, aos quinze anos. Creio na disciplina, às oito da manhã, com minha caneta, até a uma da tarde e depois, até a noite, trabalhando.” (Carlos Fuentes)

Fonte: O Estado de São Paulo, 24/04/1983

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

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