Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

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sábado, 9 de janeiro de 2010

始まり

黒と白の石波が広がるベンチの足元。

一人座り聞こえる町の吐息。

車の音はやまぬ曇り日に過ぎゆく人たちは遠い存在。

回りの花木は微風で揺れ、淋しい僕を落ち着かせてくれる。

正しいか 分からなく歩んでいるこの道、いつしか素直に笑える時が来ると自分に言い聞かせる。

一人で暮らし始めるこの町、優しく僕を受け入れるだろうか。

考えつつ見つめている石波。

微風はほほをさすり通り過ぎる。

明日は晴れるだろうか。

土井勇輝 (03-1998)

hajimari

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

di…s..t…ân…c..i…a………s

O entre. O percurso. O rastro.
O movimento deixa instantes rasgados no ar.
O espaço entre dois pontos é a distância.
A distância a partir de um ponto é o infinito.
Quantos passos daí até aqui?

Nina Monteiro para release do IMP 2009: Alexandre Zampier, Camila Oldoni, Daniel Kleiber, Gabriel Machado, Lyncoln Diniz, Maíra Lour, Nina Monteiro e Thaísa Marques

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SER – Raimundo Gadelha

Queria só ser
Não queria ter que ser
Ninguém tem que ser
Ser, naturalmente ser
e solto acontecer.
(Raimundo Gadelha)

Arrumando as coisas encontrei um papel com essa poesia que anotei na minha adolescência. Vou jogar fora o papel, mas engraçado, quis deixar postado para mais tarde revisitar o texto. Será que estou ficando velho? Yiuki

terça-feira, 7 de abril de 2009

ESTRELA MINHA - Liana

Vi uma estrela
Não, vi a minha estrela.
Ela me acariciava única a me ver dormir.
Consolava-me penosa em ver minhas angustias.
Vi minha estrela.
Entendi suas palavras silenciosas,
Éramos iguais em nossas dores.
Deitada no chão frio eu admirava seu brilho.
Enquanto ela sussurrava já estar há tempos apagada.
Vi a única estrela
Ela sofreu ao ver-me partir.
Entrei no inconsciente
E acordei saudosa
Uma pausa enquanto escondo a dor no peito
Eles precisam achar que ainda brilho
Mas quando vi minha estrela entendi...
Estamos para sempre apagadas

Liana (http://aescuridaoquehaemmim.blogspot.com/2009/03/estrela-minha.html)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

FLOR SECA

Ontem vi uma flor num campo seco e árido.
Talvez o vento semeou-a por um engano, pois lá não havia como prosperar.
O caule estava todo contorcido, as folhas diminutas e enrugadas, mas ela não tinha desistido da vida. Contudo o ambiente a tinha tornada seca e áspera. Notei que por meio de um esforço sobrenatural tentou-se florir. Mas as pétalas ocras desbotadas de tão fracas não conseguiam se abrir. Se lá dentro existe um néctar ressecado, nenhuma abelha teria como saber. No balançar do vento, por um momento ela me olhou, mas logo se encurvou envergonhada de si mesma. Olhei-a pela última vez, levantei e continuei o meu caminho, mas eu sabia que ela iria morrer seca e sozinha. Yiuki após o APAE

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