“…ficar sentado o menor tempo possível; não dar crença ao pensamento não nascido ao ar livre, de movimentos livres - no qual também os músculos não festejem. Todos os preconceitos vêm das víscelas. - A vida sedentária - já disse antes - eis o verdadeiro pecado contra o santo espírito.” (Nietzsche)
sábado, 21 de março de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
quarta-feira, 19 de junho de 2013
É preciso ser um oceano - Frederico Nietzsche
É preciso ser um oceano para acolher um rio imundo sem se tornar impuro.
Assim falava Zaratustra - Frederico Nietzsche
sábado, 26 de maio de 2012
Árvore Nitzschiana – por Gaston Bachelard.
A árvore nitzschiana […] é um vinculo todo-poderoso do mal e do bem, da terra e do céu. “Quanto mais quer elevar-se rumo às alturas e à claridade, mais profundamente suas raízes se afundam na terra, nas trevas e no abismo – no mal.” (Zaratrustra, Da árvore sobre a montanha, 1ª ed., p.57). Não há bem evasivo, desabrochado, não há flor sem um trabalho da imundície da terra. O bem brota do mal.
Gaston Bachelard (O ar e os sonhos, Editora Martins Fontes, 1ª Ed., p.150)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 15 de novembro de 2011
O mais pesado dos pesos –Nietzsche
E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e esta luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” – Não se lançaria ao chão e rangerias os dentes e amaldiçarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tú es um deus, e nunca ouvi nada mais divino! Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” pensaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação de chancela? - -
Friedrich Nietzsche (1844-1900)
OBRAS INCOMPLETAS – Página 208
Seleção de textos de Gérald Lebrun
Tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho
Abril Cultura, 1983
Os Pensadores
sábado, 5 de novembro de 2011
O que é arte? Nietzsche
“O que é arte? capacidade de criar o mundo da vontade sem vontade? Não. É reproduzir o mundo da vontade sem que o produto final tenha a sua vontade. Portanto, pode-se dizer que é a produção da falta de vontade pela vontade e instintivamente. Quando se tem consciência, chama-se isso de trabalho manual. Em contrapartida, é evidente o parentesco com a procriação, só que, nesse caso, surge novamente a abundância de vontade.
Nietzsche
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Vontade de poder – Nietzsche
“Vontade de viver? Em seu lugar sempre encontrei a vontade de poder.” (NIetzsche)
Transcender–Nietzsche
“O oposto do super-homem é o último homem: criei-os ao mesmo tempo.
Tudo o que é sobre-humana aparece no homem como doença e loucura.
É preciso ser um mar para acolher dentro de si uma corrente suja sem se sujar.”
Nietzsche
Negar o valor da cultura e da organização estatal–Nietzsche
“Jesus nega a Igreja, o Estado, a sociedade, a arte, a ciência, a cultura, a civilização.
Todos os sábios negaram igualmente em sua época o valor da cultura e da organição estatal.
Platão, Buda.”
Nietzsche
O valor da vida está nas apreciações – Nietzsche
“O valor da vida está nas apreciações: estas são algo criado, que não tirado, nem apreendido, nem vivenciado. Aquilo que é criado precisa ser anulado, para dar lugar à nova criação: ao poder viver das apreciações pertence sua capacidade de serem aniquiladas. O criador tem sempre de ser um aniquilador. Porém, a própria apreciação não pode se aniquilar: mas isso é a vida.” (Nietzsche)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
O andarilho fala … by Nietzsche
“O andarilho” fala. – Para uma vez ver com distância nossa moralidade européia, para medi-la com outras moralidades, anteriores ou vindouras, é preciso fazer como faz um andarilho que quer saber a altura das torres de uma cidade: para isso ele deixa a cidade. “Pensamentos sobre preconceitos morais”, caso não devam ser preconceitos sobre preconceitos, pressupõem uma oposição fora da moral, algum além do bem e mal, ao qual é preciso subir, galgar, voar – e no caso dado, em todo caso, um além de nosso bem e mal, uma liberdade diante de toda “Europa”, esta última entendida como uma soma de juízos de valor imperativos, que nos entraram na carne e no sangue. Querer partir precisamente nessa direção, ir nessa direção, é, talvez, um pequeno disparate, um bizarro, irracional tu tens de” – pois também nós, os conhecedores, temos nossas idiossincrasias da “vontade não-livre” – : a questão é se se pode efetivamente ir nessa direção. Isso dependeria de múltiplas condições; no principal, a pergunta é, quão leves ou quão pesados nós somos, o problema de nosso “peso específico”. É preciso ser muito leve para levar sua vontade de conhecimento até uma tal distância e como que para além de seu tempo, para se criar olhos para a supervisão de milênios e ainda por cima céu puro nesses olhos! É preciso ter-se desvencilhado de muito daquilo que, precisamente a nós,: Europeus de hoje oprime, entrava, mantém abaixados, torna pesados. O homem de um tal além, que quer discernir as mais altas medidas de valor de seu tempo, precisa para isso, primeiramente “superar” em si mesmo esse tempo – é a prova de sua força – e, consequentemente, não só seu tempo, mas também a má vontade e contradição que ele próprio teve até agora contra esse tempo, seu sofrimento com esse tempo, sua extermporaneidade, seu romantismo… Nietzsche