Tenho buscado algumas ações em busca de resposta diante a conjuntura pólitica e social no Brasil. São eles:
(1) Capitalismo busca roubar tempo e espaço da gente. Logo, acho importante RESERVARMOS tempo e espaço da nossa agenda mensal para ações em grupos que tratam de questões públicas. Acho que esse é a principal chave no momento.
(2) Escolher uma área de atuação conforme a personalidade:
a) Tem pessoas que se comunicam bem, sabe pesquisar e concatenar informações de forma clara, ajudando o esclarecimento da população geral. Elas podem dedicar ou fazer parte da divulgação midiática
b) A constituição brasileira de 1988 entende que a administração pública deve ser realizado com a participação civil também. Para isso existem os espaços como conselhos municipais e estaduais, comissão do fundo municipal, conferências municipais, LOA - Lei Orçamentária Anual, etc. Mas esses espaços são estruturas básicas democracia de qualquer instituição organizada de cidadãos. Logo, eles também são aplicados nas rede de ensinos, nas representações estudantil nas escolas e universidades como: representante de turma/colegiado, Grêmio, Centro Acadêmico, Diretório Acadêmico, Centro de Estudos de Direitos Humanos, etc. Precisamos incentivar os jovens, os adultos e os amigos a voltarem a ocupar esses espaços que se esvaziaram muito nos últimos anos. Seja dentro da micro política ou do macro.
c) Voltar ao trabalho de base cultural e educacional focados na questão da formação da cidadania. Quem possui esse perfil, acho interessante atuar em alguma ação voluntária. Ano passado eu dei aula semanal de educação somática e contato improvisação na UTFPR, que é a antiga Escola Técnica Federal do Paraná (como tal, ela possui um viés funcionalista e tecnicista muito forte). Levar uma dança que trabalha toque, escuta, percepção e alteridade a esse público é uma forma de expandir a consciência civil e humana. Eu acredito nisso.
d) Participar de grupos de pesquisas de produção de conhecimento sobre a atualidade. Este trabalho é importante em todos grupos, mas sobra pouco tempo para isso, não tenho conseguido.
e) Outros...
(3) Ingressar a algum partido político. Precisamos sentir como o ano vai passar e as mobilizações sociais e partidários vão se posicionar. Acho que é importante em 2020 começarmos a pensar em filiação em partidos.
(4) Identificar os articuladores parceiros de cada segmento de política. Não há um inimigo único hoje em dia, parece que a contemporaneidade cria danos catastrófico a partir de jogos de interesses de vários grupos que criam sinergia maléfica - engrenada pela ganância, ignorância e individualismo. Num mundo sistêmico onde os inimigos atuam em redes complexas, precisamos criar nossas redes complexas de militância. Nessa situação, acho que precisamos mapear o HUBs de militantes companheiros. Eu chamo de HUBs os elementos/indivíduos conectores de dados/informações. Os disparadores e os acionadores, quem são eles atualmente onde eu moro?! Tem um vídeo incrível sobre esses assuntos que me ajudou a mudar minhas estratégias de vida, segue ele: https://goo.gl/Jimvbo
5) Reconhecer as vocações. Tenho pensado que a emancipação da consciência acontece quando a pessoa está no seu canal vocacional. Notamos se estamos nesse caminho, se por meio do que faço aprendo os conhecimento de outras áreas/segmentos. Explicando melhor, o meu canal é a dança, por meio dela entrei na politicas públicas e também aprendo a parte financeira, divulgação, etc. Mas também, só isso não faz a pessoa ser engajado socialmente, a pessoa pode se tornar um empresário individualista. Não sei o que faz as pessoas olharem o mundo de outra maneira exatamente. Mas, de qualquer forma, precisamos perceber e aceitar a vocação de cada pessoa: incentivando-os para o aspecto humanista. Também procurar e atualizar o nosso caminho individual também.
6) O crescimento orgânico da natureza acontece mais do micro para o macro. Então, acho que começar a trabalhar o coletivismo dentro dos lares, escolas e trabalho é um começo importante. Nesse contexto é necessário reconhecermos os superpoderes de cada pessoa e criar ações e estruturas sinergéticas. Identificar como cada pessoa pode enriquecer o grupo. Parece simples, mas não... muitas discussões e acordos... a democracia acho que é isso mesmo. Aprendi isso no vídeo da palestrada Marilena Chauí sobre DEMOCRACIA E SOCIEDADE AUTORITÁRIA (https://goo.gl/UPhnPm)
Pessoal,
SÃO ALGUMAS DAS AÇÕES que tenho realizado na BUSCA DE RESPOSTA.
Estamos juntos, nessa lida e luta.
Abraços.