Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

DOR DO SUICÍDIO

Para quem fica só nos resta a coragem. Sobre arrependimento do que não foi feito, dito, realizado acabam virando cicatriz que nada parece aliviar a dor. Contudo, creio que essa dor não deva nos imobilizar para sempre. Pois, ela precisa potencializar a nossa vida, assim como a tristeza precisa nos engrandecer como pessoa no mundo. Não é fácil, mas optei viver com coragem e me tornar uma pessoa melhor pelo que não consegui fazer no passado. Então, para quem fica sobra a garra de superar a si diariamente, gerando novas possibilidades de existência. Acredito que esse processo pode materializar a alegria adjunto da tristeza, afinal reinventar-se pela dor é um processo elaborativo e criativo, o qual é imbuída de amor, alegria e coletividade. Portanto, aceito que a dor seja eterna em mim. Acolho ela e busco atualizar diariamente a minha sensação, sentimento e sentido junto a sociedade. Assim sendo, a dor pode ser minha, mas sei que a responsabilidade sobre os casos de suicídios também é da sociedade. No mundo que imagino e que muitos defendem, tenho fé de que muitas pessoas teriam seguidos com suas jornadas. Por isso, vamos construir um mundo mais sensível, plural e diverso - isso é um trabalho coletivo e comunitário. 

Yiuki


Versão simplificada:



REINVENTAR-SE PELA DOR

Há dores que aprendemos a conviver com elas. Pois, só nos restou a coragem de superar a si mesmo - concebendo novas existências. Creio que esse processo pode materializar a alegria adjunto da tristeza. Afinal, reinventar-se pela dor é um processo elaborativo e criativo, o qual é imbuído de amor, alegria e coletividade. Então, aceito que haja dores eternas dentro de mim. Acolho-as e busco atualizar a minha sensação, sentimento e sentido diante da vida que me atravessa.

Foto: Estúdio no Quintal / Caroline Pellegrini
Bailarinos: Yiuki Doi e OberDan Piantino
Texto: Yiuki Doi

domingo, 14 de maio de 2023

DANÇA EFÊMERA

Uma vida é pouco para tamanha dor

Muito pouco para tantas paixões

Para tantas danças, mudanças e sonhos


A vida foi demais para tanta dor

Demasiada para tantas aflições

Para tantas danças, mudanças e sonhos


Você decidiu não ter o amanhã

Renunciar o infinito e o finito,

A dualidade da existência

Adentrar-se no mistério


Eu decidi estar no hoje

Buscar o infinito no finito,

A dualidade da insistência

Encantar-se no mistério


Vida suicida em paixões

Com instinto de sobrevivência

A vida foi demais para tanta dor


Vida kamikaze por paixões

Sem instinto de sobrevivência

Uma vida é pouco para tamanha dor


Texto: Yiuki Doi | Foto: Estúdio no Quintal / Caroline Pellegrini




quarta-feira, 5 de abril de 2023

INVEJA

Dor que anseia e inveja em ser deusa,

Só pra lhe dar a mão quando você precisou.

Mas, não fui, não pude e não sou.

Eu sei, não há julgamento divino...

Somos apenas almas humanas,

Atravessadas por amor.


Texto: Yiuki Doi | Foto: Guilherme Melnik




terça-feira, 29 de dezembro de 2020

O FUTURO MUDA CONSTANTEMENTE A PARTIR DAS PEQUENAS AÇÕES

Há tempo para colher, plantar e semear. E há aqueles que somente cuidam da semente para que a futura geração possa desfrutar. Talvez os artistas e os professores ocupam este lugar no momento. Nossas ações parecem em vão, poucas ações parecem vingar. Porque trabalhamos com a cultura e este não muda de uma hora para outra. Tenho notado que esquecemos que nossa existência é contida dentro de um recorte temporal e espacial.

Alguém já questionou por que o samba, salsa e blues nasceram no mesmo período, na virada do século XX? O sociólogo Muniz Sodré relata a relação da diáspora africana e o processo da abolição da escravatura, a qual fez surgir o fomento cultural dessas músicas nos três cantos da América no mesmo período. Quem se interessar sobre este assunto, o livro "Samba: O Dono Do Corpo" é uma leitura agradável, que pode abrir novas perspectivas sobre a cultura. Lendo ele, compreendi que nossas criações não são independentes do contexto social, econômico e político - nossas escolhas são mediadas juntas a eles. Assim, podemos pensar que o tempo oportuniza a criação, a existência e a resistência.

Sou nissei e descobri a dança contemporânea brasileira junto a desCompanhia de Dança. Na trajetória como artista, fui descobrindo que minhas obras possuem afinidade com o Butoh, que é uma dança contemporânea japonesa, surgida após a II Guerra Mundial. Não tive conhecimento sobre o Butoh antes da dança, principalmente porque venho de uma família japonesa de agricultores. No entanto, fui criado com altar budista, haikai, ikebana, manga, filmes, seriados japoneses, etc. Além da curiosidade de que a minha língua materna é japonesa, apesar de nunca ter visitado o Japão. Meus avôs e pais tiveram uma cultura nipônica pós-guerra e imigraram para o Brasil. Herdei muitas coisas deles e quando conheci a dança contemporânea brasileira fui me enveredar nas temáticas e estéticas, que posteriormente descobri que possuem afinidades com o Butoh.

Estou compartilhando estas reflexões, pois temos a ilusão de que somos independente e autônomo, respaldado pela liberdade e livre-arbítrio. Temos nossas escolhas dentro de uma existência contida, recortada no tempo e no espaço. Assim sendo, tenho descoberto a importância de ver o aspecto cultural em que vivemos. E principalmente compreender que nada muda de uma hora para outra na cultura. Então, quando noto a ignorância na política brasileira, a falta de envolvimento das pessoas nos espaços de participação e controle social nas instituições públicas (Conselhos, Fórum, Conferências, DCE, CA, etc.), a criminalização dos movimentos sociais, enfraquecimento dos sindicatos, o atentado aos jornalistas, o genocídio dos índios e dos pobres, aumento da agressão à comunidade LGBTQI+, o crescimento do fascismo, violências aos enfermeiros e médicos que estão combatendo à COVID-19 e tantas coisas que me assombram no Brasil, compreendo claramente que o caminho dos artistas e dos professores atualmente será longo, com muita paciência, amor e sem expectativa a curto prazo.

Atualmente estou cursando a minha segunda graduação, que é de Dança. Nela, tenho atuado fortemente no movimento estudantil. Fazemos muitas coisas que parecem em vão. E sim, na prática acho que não colhemos resultados efetivos, pois não se muda a cultura de uma hora para outra. Mas escolhi não me frustrar em ações que não possuem resultados efetivos. Escolhi compreender e valorizar o envolvimento das pessoas nestas ações e o fomento cultural que elas promovem. Manter a utopia, como Galeano diz, serve para caminharmos para frente. Mas, muito além do que isto, fomentar os processos básicos de democracia (reunir, discutir, acordar no dissenso, votar, planejar, dividir funções, trabalhar e revolucionar) é lutar bravamente num país onde a democracia constitucional está ruindo. Sem esta mudança cultural, o Brasil não sairá do buraco em que caiu junto com este governo fascista, militar e miliciano.

Nesta crise sanitária-econômica e da democracia que estamos vivendo, não há um destino certo a seguir, mas o meio para continuar está claro: É povo organizado. Neste aspecto são os movimentos sociais como MST, MTST e frentes populares (LGBTQI+, Negros, Feministas, etc) que tem muito a nos ensinar. Então, temos muito a fazer, mas não podemos esperar resultado efetivo a curto prazo. Nosso tempo é outro, manter utopias e proteger a chama da democracia para que o fogo não se apague. Grandes jornadas começam com pequenos passos. Companheiros, vamos resistir e nos organizar.

Apesar de abordar a micropolítica neste texto, por final gostaria de pedir algo que dialoga com a macropolítica: fortaleçam o movimento estudantil e os sindicatos dos docentes e dos agentes. Não vejo as pessoas nomearem colapso e crise da educação pública no país, tampouco falar da verba de emergência à educação. Todos colegas meus e professores se tornam refém da manutenção das atividades remotas ou não. Porém, o golpe catastrófico e maior a educação está a chegar, que é a privatização do ensino público, utilização do EaD de maneira excludente e o fechamento de várias instituições e áreas de conhecimento de desenvolvimento humano e tecnológico imprescindíveis à sociedade. Principalmente no Paraná que tem o governador Ratinho Jr. alinhado com o Governo Federal do Bolsonaro. Vamos ter que negociar com o Governo Estadual e isto só é possível com fortalecimento da luta de classe. Manter a universidade funcionando é uma resistência, mas não ter sindicatos e movimentos estudantis fortalecidos é fatídico nos tempos de hoje. Seguimos em direção ao colapso do ensino público, então precisamos agir enquanto ainda há tempo.

Abraços.

Curitiba, 15 de Maio de 2020

Yiuki Doi, artivista da dança

Por que civilizações antigas não reconheciam a cor azul?

 Por que civilizações antigas não reconheciam a cor azul?


Achei interessante esta matéria  da BBC, pois no japonês AOI HAPPA significa no pé da letra FOLHA AZUL. 

Mas, pesquisando na internet descobri que AOI, que significa AZUL em japonês, possui relação com frescor e vigor também:

lush fruits
青々とした果物 - 日本語WordNet

the deep blue sea 
青々とした海 - EDR日英対訳辞書

green grass
青々とした草 - EDR日英対訳辞書

fresh green bamboo 青々とした竹 - EDR日英対訳辞書

a green field
青々とした野原 - Eゲイト英和辞典 

a green needle of a pine tree
青々とした松の葉 - EDR日英対訳辞書

a vivid green color 
青々とした緑色 - EDR日英対訳辞書

Aoi, azul ou 青い possui radical lua 月 em baixo. Então vem da sensação noturna com a lua. Nunca tinha parado para analisar, mas a construção do ideograma facilita a compreensão da sua etimologia. 
Enquanto a cor verde (緑) possui Fio 糸... curioso. Depois vou pesquisar os ideogramas do lado direito, o que eles significam. 

O interessante é que para dizer ENSOLARADO, acoplamos o kanji Sol 日 ao lado do azul, então ensolarado é 晴れ (HA-RE) 

 MEU APRENDIZADO DO DIA: as cores como usamos possui relação com a evolução da tecnologia da pigmentação e da economia. Mas, elas sempre tiveram relação com emoção, espiritualidade, praticidade, metáfora etc. 

P.S. Inclusive o termo CÉU AZULADO que existe literal no Japão como AOZORA, talvez seja algo mais recente para um povo milenar. Pois a tonalidade do azul noturno para azul celeste na pratica de pigmentação seja recente. Talvez fazia mais sentido dizer ensolarado a que céu azul antigamente. 

P.S. Apesar do Japão ser uma arquipélago e seu povo possuir muita relação com o mar e a leitura do céu, os ideogramas vieram da China. Então, é necessário também reconhecer o aspecto continental de onde surgiram os ideogramas. 

P.S. Talvez não é uma questão de achar a verdade, é uma maneira perceber o mundo além da praticidade e funcionalidade da cor. Mais do que regras de publicidade e de propaganda - tentar sentir o mundo por outros paradigmas, os quais permitem interagir, imaginar e criar novas existências - muitos dos quais nossos antepassados partilhavam.


sexta-feira, 21 de agosto de 2020

DO SILÊNCIO AO CAOS, DO CAOS A PAUSA

 A humanidade não deu certo… Talvez eu concorde com a carta deixado pelo Flávio Migliaccio na despedida dele deste mundo no dia 04 de Maio de 2020. Acho que a crise sanitária-econômica da Covid-19 simplesmente escancarou o que muitos já sabiam, que a nossa economia capitalista neoliberal e globalizada é insustentável ecologicamente.

Quando falo ecologicamente penso no ser humano como uma espécie igual a todos outros seres vivos. Desta maneira, noto que houve princípios que embasaram e nortearam a nossa política, sociedade e a economia que foram equivocados. Não podemos viver uma produção econômica infinita achando que os recursos naturais são infinitos. Devemos viver responsabilizando do destinos dos nossos lixos e dos nossos esgotos. A monocultura deve ser revista através do aprendizado das agroflorestas. Nosso valor de existência não deve ser superior dos demais seres vivos. Logo, há toda cultura mundial e brasileira precisa ser revista urgentemente, buscando uma cultura que respeite da vida do planeta como todo.

Dentro de vários paradigmas a serem questionados, penso principalmente na separação do ambiente rural e do urbano. Acho que a humanidade precisa entrar mais em contato com natureza e buscar os ideais da permacultura. Nesta perspectiva, interessa-me aproximar a esse movimento enquanto artista da dança também.

Acredito que ser contemporâneo é estar ancorado no tempo e espaço, mais do que inovar na linguagem - a qual parece que é uma consequência das inquietações que movem os artistas. Logo, tenho refletido sobre o futuro da dança contemporânea e da arte em geral.

De um lado, creio que precisamos deslocar a nossa vivência e criação artística mais próximo da natureza, acompanhado do autocuidado do nosso corpo. Mas, por outro lado, vejo a necessidade do ativismo dos artistas nos centros urbanos em relação à cultura e política neoliberal brasileira - que se exime da responsabilidade social e ambiental. A priori, parece-me que são lugares distintos na sua maneira de se organizar e criar a arte, contudo tenho indagado se não é possível transitar entre estes dois lugares enquanto artista, incluindo o processo de criação artística.

Neste viés de pensamento, tenho interessado na cartografia urbana e o mapeamento de nichos que possam dialogar com o meio ambiente (parques, praças, rios etc.). Da mesma maneira, tenho pensado nos lugares inóspitos para a natureza dentro da cidade (avenidas, viadutos, valas etc.). Acho fascinante pensar em laboratórios de criação nesses espaços da cidade. No ambiente rural, penso em vivências em florestas, trilhas e em sítios. Mais do que uma temática de uma obra, interessa-me o que a experiência do trânsito entre esses ambientes podem promover como material criativo.

Há algum tempo a sabedoria indígena tem me chamado a atenção. Anteontem assisti a animação infantil “Pachamama” na Netflix, muito linda a cosmovisão andina compartilhada nela. O florartivismo que tenho feito advém da conexão indígena guaraní com o plantio do milho. Outro dia, a artista Laura Formighieri compartilhou comigo que quando implantamos o plantio na nossa vida a gente está sempre lendo a paisagem de maneira diferente. Creio que existem questões culturais nativas que precisamos visitar para compreendermos melhor o nosso mundo. Estar cuidando de uma plantação dentro do processo de criação parece algo a dialogar neste sentido.

Dentro das inquietações compartilhadas, questiono-me qual a habilidade de transitar entre uma floresta e uma avenida comercial na capital. Pergunto como conseguir meditar no meio do caos urbano. Quais fomentos artísticos surgem quando transitamos entre estes dois mundos no processo de criação. Gosto de assumir que somos parte do meio que vivemos na metodologia de criação. Assim, interessa-me utilizar a mudança de ambientes como provocação para encontrarmos novas perspectivas artísticas e sociais. Do silêncio ao caos, do caos a pausa, quero experimentar uma nova potência de vida. Não sei exatamente o que será, mas gostaria de descobrir na minha caminhada.

Curitiba, 27 de Julho de 2020

Yiuki Doi

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Em busca de resposta… em 2019

Tenho buscado algumas ações em busca de resposta diante a conjuntura pólitica e social no Brasil. São eles:

(1) Capitalismo busca roubar tempo e espaço da gente. Logo, acho importante RESERVARMOS tempo e espaço da nossa agenda mensal para ações em grupos que tratam de questões públicas. Acho que esse é a principal chave no momento.


(2) Escolher uma área de atuação conforme a personalidade:


a) Tem pessoas que se comunicam bem, sabe pesquisar e concatenar informações de forma clara, ajudando o esclarecimento da população geral. Elas podem dedicar ou fazer parte da divulgação midiática


b) A constituição brasileira de 1988 entende que a administração pública deve ser realizado com a participação civil também. Para isso existem os espaços como conselhos municipais e estaduais, comissão do fundo municipal, conferências municipais, LOA - Lei Orçamentária Anual, etc. Mas esses espaços são estruturas básicas democracia de qualquer instituição organizada de cidadãos. Logo, eles também são aplicados nas rede de ensinos, nas representações estudantil nas escolas e universidades como: representante de turma/colegiado, Grêmio, Centro Acadêmico, Diretório Acadêmico, Centro de Estudos de Direitos Humanos, etc. Precisamos incentivar os jovens, os adultos e os amigos a voltarem a ocupar esses espaços que se esvaziaram muito nos últimos anos. Seja dentro da micro política ou do macro.


c) Voltar ao trabalho de base cultural e educacional focados na questão da formação da cidadania. Quem possui esse perfil, acho interessante atuar em alguma ação voluntária. Ano passado eu dei aula semanal de educação somática e contato improvisação na UTFPR, que é a antiga Escola Técnica Federal do Paraná (como tal, ela possui um viés funcionalista e tecnicista muito forte). Levar uma dança que trabalha toque, escuta, percepção e alteridade a esse público é uma forma de expandir a consciência civil e humana. Eu acredito nisso.


d) Participar de grupos de pesquisas de produção de conhecimento sobre a atualidade. Este trabalho é importante em todos grupos, mas sobra pouco tempo para isso, não tenho conseguido.


e) Outros...


(3) Ingressar a algum partido político. Precisamos sentir como o ano vai passar e as mobilizações sociais e partidários vão se posicionar. Acho que é importante em 2020 começarmos a pensar em filiação em partidos.


(4) Identificar os articuladores parceiros de cada segmento de política. Não há um inimigo único hoje em dia, parece que a contemporaneidade cria danos catastrófico a partir de jogos de interesses de vários grupos que criam sinergia maléfica - engrenada pela ganância, ignorância e individualismo. Num mundo sistêmico onde os inimigos atuam em redes complexas, precisamos criar nossas redes complexas de militância. Nessa situação, acho que precisamos mapear o HUBs de militantes companheiros. Eu chamo de HUBs os elementos/indivíduos conectores de dados/informações. Os disparadores e os acionadores, quem são eles atualmente onde eu moro?! Tem um vídeo incrível sobre esses assuntos que me ajudou a mudar minhas estratégias de vida, segue ele: https://goo.gl/Jimvbo


5) Reconhecer as vocações. Tenho pensado que a emancipação da consciência acontece quando a pessoa está no seu canal vocacional. Notamos se estamos nesse caminho, se por meio do que faço aprendo os conhecimento de outras áreas/segmentos. Explicando melhor, o meu canal é a dança, por meio dela entrei na politicas públicas e também aprendo a parte financeira, divulgação, etc. Mas também, só isso não faz a pessoa ser engajado socialmente, a pessoa pode se tornar um empresário individualista. Não sei o que faz as pessoas olharem o mundo de outra maneira exatamente. Mas, de qualquer forma, precisamos perceber e aceitar a vocação de cada pessoa: incentivando-os para o aspecto humanista. Também procurar e atualizar o nosso caminho individual também.


6) O crescimento orgânico da natureza acontece mais do micro para o macro. Então, acho que começar a trabalhar o coletivismo dentro dos lares, escolas e trabalho é um começo importante. Nesse contexto é necessário reconhecermos os superpoderes de cada pessoa e criar ações e estruturas sinergéticas. Identificar como cada pessoa pode enriquecer o grupo. Parece simples, mas não... muitas discussões e acordos... a democracia acho que é isso mesmo. Aprendi isso no vídeo da palestrada Marilena Chauí sobre DEMOCRACIA E SOCIEDADE AUTORITÁRIA (https://goo.gl/UPhnPm)


Pessoal,
SÃO ALGUMAS DAS AÇÕES que tenho realizado na BUSCA DE RESPOSTA.
Estamos juntos, nessa lida e luta.
Abraços.

domingo, 23 de setembro de 2018

Salvar a esperança

haiga humanidade

“Não quero recuperar a minha humanidade amanhã.
Então, danço e salvo a minha esperança.”
Yiuki Doi

quarta-feira, 21 de março de 2018

IMPORTÂNCIA de fazer RODA DE PESSOAS.

VAMOS FAZER A RODA!

Círculos de pessoas se formam por desejos, sonhos e propósitos. Ela é democrática, trabalha com diferenças e diversidades dentro da unidade. Quanto mais participar e/ou promover rodas no cotidiano, mais mudanças sociais estaremos propondo. Experimentem fazer mais rodas nas salas de aula, nos lares e nos bairros (pode ser formato de U também), perceberás que algo de diferente acontece. Elas mudam nossas relações com as pessoas e com o mundo. 

Foto: Marcio Baraco / Texto: Yiuki Doi






quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Meio amor

haiga meio amor

Amou a metade do meu coração.
A parte não vista adoeceu.
O coração partiu…
E eu voei.

Do céu, vejo no chão
Parte de mim que permaneceu.
Te abracei por inteiro…
Uma parte ficou. 

Meio amor, meu amor
Estou voando,
Você também.
Adeus.

Yiuki Doi

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Paredes do banheiro

Quando eu era pequeno, havia um banheiro fora da casa, onde também era o nosso local de castigo. 

Às vezes minha mãe me encontrava sozinho nesse banheiro fazendo nada, sentado no assento tampado.

Vendo a situação estranha, ela perguntava: 

- Filho, o que está fazendo aí? 

Diz ela que eu respondia: 

- Estou de castigo, pois fiz algo errado.

Vagas memórias que se fundem com os relatos dela. Até hoje sinto que não era triste aquele troninho da infância. Sabia que era um lugar para ficar, somente isso.

Anos se passaram, saí de casa e pela vicissitude acabei me afastando dos meus pais. Não me sinto triste ou alegre quanto a isso. Eu aprendi a ficar longe deles, pois não cumpri o que esperam de um filho. 

Deixei de telefonar, dar notícias e entrei no silêncio. Decidi manter as paredes do banheiro. 

Depois de um tempo, eu recebi uma encomenda da minha mãe, que era um pacote de comidas japonesas. Nele, havia um bilhete escrito: Com carinho.

Talvez ser filho não é uma questão de merecer ou não...

Yiuki Doi, artista da dança e gay


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sou um linha

Sinto-me como uma margem, uma linha que divide espaços e universos que não se dialogam. Um ser que não possui largura com seus 1,64m e 53kg. Às vezes, acho que a minha companhia são os pontos – os que não possuem nenhuma grandeza. Talvez, por isso que me perco no mundo, me encantando no meio de tudo, sem ninguém conhecer a minha densidade. Yiuki Doi

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Flor sagrada

Cortar uma flor e presentear é um ato de sacrifício. Logo, ela é uma flor sagrada.

domingo, 12 de agosto de 2012

descompasso

Esmagado no cisalhamento das placas tectônicas dos mundos que não se dialogam. Se há reencarnação e a alma não possui sexo, imagino que em outro tempo poderiamos ser, pelo menos, amigos. Apego-me a essa imagem para seguir adiante a carne que assegura a alma, mas que precisa de um calor. Yiuki Doi

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Princípio legislativo

As leis são criadas ou transformadas mediante as manifestações. Logo, toda lei vem tardiamente à necessidade. Por essa razão, legal, no sentido da legalidade, não significa justo nem moral.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Amizade

Biarticulado cheio, parada rápida, porta se abre, um olhar e um tchau apressado no rosto. Perco me no instante inusitado, nem  lembro da imagem das suas costas. Percebo somente o calor sutil que ficou na minha pele. Talvez um cumprimento de amizade pode ser tão sagrado quanto lábios macios que se tocam.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Virtuosismo cênico na arte

O virtuosismo toca o espírito do espectador no sentido de recordar o potencial humano: ao mesmo tempo que vejo aquilo que não consigo fazer é uma constatação de ver um ser humano fazendo isso, e nesse ponto incende em nós o calor e o entusiasmo de que somos incríveis, uma forma de recordar que somos filhos de Deus e como tal somos perfeitos.

domingo, 22 de maio de 2011

Decepe suas asas

Anjo, decepe suas asas.
Sinta a gravidade sobre a carne.
Ande com os pés na terra.
Perceba o que não é de nuvens.
Encontre o apoio, dobre os joelhos,
Empurre o chão e se eleve ao solo.
A cada passo, a cada salto, entre distâncias.
No intervalo do tempo, na queda, na suspensão.
Baila, com calos e bolhas sangrando.
É assim que se voa na terra,
No suor e nas lágrimas de alegria.
Sem asas, penas e auréolas.
No pulsar do coração, na magia da terra.
Na profundeza telúrica iluminadora.
Anjo, volte ao mundo fantasiado,
Ou simplesmente decepe suas asas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

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