Uma das coisas que diferencia o homem dos animais é a capacidade de produzir arte. Por isso é importante o hábito de fazer arte. Para isso não precisa ser um Picasso, Chico Buarque ou Saramago. A arte no dia-a-dia pode ser ser mais simples: cantar no chuveiro, fazer bordado, entrar num coral, cultivar jardins, etc. O que importa é fazer e sentir a arte da sua maneira particular. Fazendo isso nos tornamos pessoas mais agradáveis e melhores.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
domingo, 6 de julho de 2008
VONTADE E DESEJO - Lúcifer, Vol. 1, no 2, outubro de 1887, p. 96
A vontade é posse exclusiva do homem em nosso plano de consciência.
Ela o distingue do bruto em quem apenas o desejo instintivo encontra-se ativo.
O desejo, em sua aplicação mais ampla, é a força criativa do Universo.
Nesse sentido, não se distingue da Vontade; mas enquanto permanecermos apenas homens não conheceremos o desejo nesta forma. Portanto, Vontade e Desejo são considerados aqui opostos.
Assim a Vontade é o rebento do Divino, Deus no homem; o Desejo, a força motriz da vida animal.
A maioria dos homens vive no desejo e pelo desejo, confundindo-o com a vontade. Mas aquele que aspira deve distinguir a vontade do desejo, tornando sua vontade soberana, pois o desejo é instável e muda sempre, enquanto que a vontade é firme e constante.
A vontade e o desejo são criadores absolutos, formando o próprio homem e seu entorno. Mas a vontade cria de forma inteligente — o desejo de forma cega e inconsciente. O homem, portanto, torna-se a imagem de seus desejos, a menos que crie a si mesmo à semelhança do Divino, valendo-se de sua vontade, que é filha da luz.
Sua tarefa é dupla: despertar a vontade, fortalecê-la pelo uso e pela conquista, torná-la regente absoluta de seu corpo e, paralelo a isto, purificar o desejo.
Conhecimento e vontade são os instrumentos usados para a obtenção desta purificação.
Lúcifer, Vol. 1, no 2, outubro de 1887, p. 96 (http://teosofia.wordpress.com/2008/01/16/vontade-e-desejo/)