"Nós não nos esquecemos quem somos. Nós não nos esquecemos sobre aquelas paisagens que nos acolhem, os rios e as montanhas. Mesmo tendo tirado aquelas florestas daquele lugar, nos ainda invocamos ou evocamos aquela floresta e os seres daquela dessa floresta como nossos aliados. Mesmo quando nós fomos descriminados pela ação do estado, nós seguimos sabendo que nós temos uma potência, que é de habitar outros lugares, além daqueles lugares depredados ou estragados, nós habitamos outros lugares. Estes lugares são criados pela nossa subjetividade, pela nossa memória, pela nossa capacidade de narrar, contar história e como foi mencionado aqui de cantar e dançar e suspender o céu. Um coletivo, um povo que é capaz de produzir este mundo, ele tem uma possibilidade de sobreviver a um desastre do que aqueles que já perderam a sua subjetividade e estão chapados com essa realidade cotidiana, achando que a única coisa que existe é isto, esta realidade cotidiana e esta narrativa abrangente do mundo. Uma narrativa abrangente do mundo que inclui a gente numa maneira negativa, não é numa maneira criativa. É uma maneira para menos, eu acho que nós temos a potência e a capacidade de despertar a nossa memória sobre quem somos e fazer desta memória um importante impulso para realização do que sejam projetos coletivos." (Ailton Krenak)
p.s. trechos transcritos por mim desta conferência ❤
https://www.youtube.com/watch?v=NUhCKS_UezM&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0N9yNVd5kqRGcW015cbqy4jrXArbAcoAmmCqOEKw5XOfU9YMlPiHGvTBk