«Eu só poderia crer num deus que dança» - F. Nietzsche
quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Cosmovisão que se altera mediante a fenomenologia de Merleau-Ponty
Achei interessante a mudança da crença religiosa que se surge indiretamente com a fenomenologia do Merleau-Ponty lendo o trecho abaixo do livro do José de Carvalho Sombra (A Subjetividade Corpórea, página 21):
“… ao aproximar o humano e o animal no comportamento, o mental e o vital na percepção, o vital e o simbólico na expressão, Merleau-Ponty instaura uma supreendente aproximação e parentesco entre humano e o biológico, entre o natural e o mental. Em lugar de uma natureza, que nos seria estranha e exterior, Merleau-Ponty inseri a consciência na vida e no mundo, reformulando radicalmente nossa idéia de natureza e de consciência.”
sábado, 11 de abril de 2009
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
DEUS / TAO - Yiuki Doi
Deus mostra sua grandeza pela diversidade, contudo se comunica pelo que há em comum entre todas as coisas. Por isso as respostas que buscamos estão no meio delas. Entre o Alto x Magro, Japonês x Baiano, Natureza x Ciência, Rico x Pobre, Homem x Mulher, Rio x Primavera e entre EU e VOCÊ. Yiuki Doi
domingo, 6 de julho de 2008
VONTADE E DESEJO - Lúcifer, Vol. 1, no 2, outubro de 1887, p. 96
A vontade é posse exclusiva do homem em nosso plano de consciência.
Ela o distingue do bruto em quem apenas o desejo instintivo encontra-se ativo.
O desejo, em sua aplicação mais ampla, é a força criativa do Universo.
Nesse sentido, não se distingue da Vontade; mas enquanto permanecermos apenas homens não conheceremos o desejo nesta forma. Portanto, Vontade e Desejo são considerados aqui opostos.
Assim a Vontade é o rebento do Divino, Deus no homem; o Desejo, a força motriz da vida animal.
A maioria dos homens vive no desejo e pelo desejo, confundindo-o com a vontade. Mas aquele que aspira deve distinguir a vontade do desejo, tornando sua vontade soberana, pois o desejo é instável e muda sempre, enquanto que a vontade é firme e constante.
A vontade e o desejo são criadores absolutos, formando o próprio homem e seu entorno. Mas a vontade cria de forma inteligente — o desejo de forma cega e inconsciente. O homem, portanto, torna-se a imagem de seus desejos, a menos que crie a si mesmo à semelhança do Divino, valendo-se de sua vontade, que é filha da luz.
Sua tarefa é dupla: despertar a vontade, fortalecê-la pelo uso e pela conquista, torná-la regente absoluta de seu corpo e, paralelo a isto, purificar o desejo.
Conhecimento e vontade são os instrumentos usados para a obtenção desta purificação.
Lúcifer, Vol. 1, no 2, outubro de 1887, p. 96 (http://teosofia.wordpress.com/2008/01/16/vontade-e-desejo/)
domingo, 22 de junho de 2008
PENSAR EM DEUS É DESOBEDECER A DEUS - Alberto Caeiro
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!..."
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)