Para quem fica só nos resta a coragem. Sobre arrependimento do que não foi feito, dito, realizado acabam virando cicatriz que nada parece aliviar a dor. Contudo, creio que essa dor não deva nos imobilizar para sempre. Pois, ela precisa potencializar a nossa vida, assim como a tristeza precisa nos engrandecer como pessoa no mundo. Não é fácil, mas optei viver com coragem e me tornar uma pessoa melhor pelo que não consegui fazer no passado. Então, para quem fica sobra a garra de superar a si diariamente, gerando novas possibilidades de existência. Acredito que esse processo pode materializar a alegria adjunto da tristeza, afinal reinventar-se pela dor é um processo elaborativo e criativo, o qual é imbuída de amor, alegria e coletividade. Portanto, aceito que a dor seja eterna em mim. Acolho ela e busco atualizar diariamente a minha sensação, sentimento e sentido junto a sociedade. Assim sendo, a dor pode ser minha, mas sei que a responsabilidade sobre os casos de suicídios também é da sociedade. No mundo que imagino e que muitos defendem, tenho fé de que muitas pessoas teriam seguidos com suas jornadas. Por isso, vamos construir um mundo mais sensível, plural e diverso - isso é um trabalho coletivo e comunitário.
Yiuki
Versão simplificada:
REINVENTAR-SE PELA DOR
Há dores que aprendemos a conviver com elas. Pois, só nos restou a coragem de superar a si mesmo - concebendo novas existências. Creio que esse processo pode materializar a alegria adjunto da tristeza. Afinal, reinventar-se pela dor é um processo elaborativo e criativo, o qual é imbuído de amor, alegria e coletividade. Então, aceito que haja dores eternas dentro de mim. Acolho-as e busco atualizar a minha sensação, sentimento e sentido diante da vida que me atravessa.
Foto: Estúdio no Quintal / Caroline Pellegrini
Bailarinos: Yiuki Doi e OberDan Piantino
Texto: Yiuki Doi

