"Não se pode afirmar que alguém liberta alguém, ou que alguém se liberta sozinho, mas que os homens se libertam em comunhão." Paulo Freire
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Notas sobre o Naturalismo
Do ponto de vista epistemologia naturalizada, o naturalismo pode ser reduzido às seguinstes posições:
- A exigência de um método para o conhecimento científico, o qual deve restringir-se aos fenômenos naturais;
- O realismo da entidades naturais e rejeição do dualismo;
- O carátera priori dos princípios epistemológicos e metodológicos; a aceitação da teoria causal do conhecimento;
- A aceitação do psicologismo da consciência e a idéia da consciência como processo natural, admitindo-se a continuidade natural entre o homem e outra espécies animais;
- A idéia do falibilismo do conhecimento, em teoria do conhecimento;
- O reducionismo epistemológico ou ontológico.
José de Carvalho Sombra (no livro A Subjetividade Corpórea, página 38)
Sujeito-corpo do Merleau-Ponty
(Pode ser chamdo também de Consciência Perceptiva)
SUJEITO-CORPO: “O corpo agindo como sujeito de percepção e como corpo cognoscente. O corpo próprio, tal como eu existo e o reconheço como meu corpo, o corpo que eu vivo, que eu sou e que eu tenho, o qual se conduz como sujeito agente dos meus desejos, intenções e movimentos. Dessa maneira, minha consciência invade todo o meu corpo, com ele se mistura e confunde. Este corpo-sujeito não é apenas depositário ou instrumento de uma vida psíquica; ele é o meio de expressar esses sentimentos e ter acesso a eles; em suma, ele tem poder de significação ou de expressão que lhe é próprio, o que lhe confere uma interioridade e um significado. Esse poder de significar recobre sua atividade, em particular, a linguagem, a gestualidade, o desejo, a motricidade e a sexualidade. Esse modo de existir singular, ambíguo e enigmático do corpo próprio é irredutível à coisa extensa e exterior, e é anterior à atividade reflexiva e representativa. “
(Sombra, José de Carvalho, A Subjetividade Corpórea: a naturalização da subjetividade na filosofia de Merleau-Ponty, 2006, p.25).
“eu vejo, percebo e dele faço parte. Um ser de latência e de divisão, pré-reflexivo e selvagem, anterior a todas as separações e representações do pensamento filosófico e cientírico, com o qual o corpo relfexivo forma um entrelaçamento (entrelaço e quiasma) com o mundo.
(Sombra, José de Carvalho, A Subjetividade Corpórea: a naturalização da subjetividade na filosofia de Merleau-Ponty, 2006, p.27).
NOTA DO YIUKI: O corpo-sujeito do Merleau-Ponty vai de contra a que ele denomina de:
- Humanismo: “O subjetivismo filosófico (ou idealismo) que permite ao sujeito apropriar-se da realidade exterior, convertendo as coisas e o mundo em representações ou idéias” José de Carvalho Sombra (no livro A Subjetividade Corpórea, página 45)
- Positivismo : “objetivismo científico que confere ao objeto a capacidade de exercer sobre o sujeito sua ação causal, cujo resultado é a presença do exterior na consciência, por meio das sensações.” José de Carvalho Sombra (no livro A Subjetividade Corpórea, página 46)
José de Carvalho Sombra (no livro A Subjetividade Corpórea, página 27)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Cosmovisão que se altera mediante a fenomenologia de Merleau-Ponty
Achei interessante a mudança da crença religiosa que se surge indiretamente com a fenomenologia do Merleau-Ponty lendo o trecho abaixo do livro do José de Carvalho Sombra (A Subjetividade Corpórea, página 21):
“… ao aproximar o humano e o animal no comportamento, o mental e o vital na percepção, o vital e o simbólico na expressão, Merleau-Ponty instaura uma supreendente aproximação e parentesco entre humano e o biológico, entre o natural e o mental. Em lugar de uma natureza, que nos seria estranha e exterior, Merleau-Ponty inseri a consciência na vida e no mundo, reformulando radicalmente nossa idéia de natureza e de consciência.”
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Consciência x Tempo (Nelson Lucero)
“CONSCIÊNCIA
faz o instante durar
nos dá um passado
nos projeta para o futuro
embora tudo isso
se dê num presente incessante.”(Nelson Lucero)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Negar o valor da cultura e da organização estatal–Nietzsche
“Jesus nega a Igreja, o Estado, a sociedade, a arte, a ciência, a cultura, a civilização.
Todos os sábios negaram igualmente em sua época o valor da cultura e da organição estatal.
Platão, Buda.”
Nietzsche
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Aceitar
Fazer parte de…
Para poder transformar.
Marina Scandolara
• Não é acomodar
• Você não se anula da ação.
• “Ouve a onda, faz parte da onda do ambiente, você não se anula para ouvir a onda”
• Aceitar = não é se anular.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Transformar o mundo – Dalai Lama
"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior."
O Caminho da Tranqüilidade (Dalai-Lama)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Olhar é um ato de escolha - John Berger
“Só vemos aquilo que olhamos. Olhar é um ato de escolha. Como resultado dessa escolha, aquilo que vemos é trazido para o âmbito do nosso alcance – ainda que não necessariamente ao alcance da mão. Tocar alguma coisa é situar-se em relação a ela. […]. Nunca olhamos para uma coisa apenas; estamos sempre olhando para a relação entre as coisas e nós mesmos. Nossa visão está continuamente ativa, continuamente em movimento, continuamente captando coisas num círculo à sua própria volta, constituindo aquilo presente para nós do modo como estamos situados.”
John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)
P.S. Aquilo que não conseguimos ligar os pontos (relacionar) não enxergamos. Yiuki
Natureza da reciprocidade da visão - John Berger
Logo depois de podermos ver, nos damos conta de que podemos também ser vistos. O olho do outro combina com o nosso próprio olho, de modo a tornar inteiramente confiável que somos parte do mundo visível.
Se aceitarmos qeu podemos ver aquele morro ao longe, estamos propondo que daquele morro podemos ser vistos. A natureza da reciprocidade da visão é mais fundamental do que a do diálogo falado. E com frequência o diálogo é uma tentativa de verbalizar isso… uma tentativa de explicar como, quer metaforica ou literalmente, “você vê as coisas”, e uma tentativa de descobrir como “ele vê as coisas”.
John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)
Ver precede as palavras - John Berger
“Ver precede as palavras. A criança olha e reconhece, antes mesmo de poder falar.
Mas existe ainda outro sentido no qual ver precede as palavras: o ato de ver que estabelece nosso lugar no mundo circundante. Explicamos esse mundo com as palavras, mas as palavras nunca poderão desfazer o fato de estarmos por ele circundados. A relação entre o que vemos e o que sabemos nunca fica estabelecida. A cada tarde, vemos, o Sol se pôr. Sabemos que a Terra está se movimentando no sentido de afastar dele. No entanto, o conhecimento, a explicação quase nunca combinam com a cena.”
John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
1° Princípio físico do Nei-kun
“Descondicionando o corpo, mantendo independente e natural a respiração, passificada as emoções, vazia a mente. Complenderás que arte do poder interno é a arte de viver.”
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Sobre a relação eu/outro
Vygotski (1986, p.82) esclarece que:
“Temos consciência de nós mesmos porque nós a temos dos demais e pelo mesmo procedimento através do qual conhecemos os demais, porque nós mesmo em relação a nós mesmos somos os mesmos que os demais em relação a nós. Tenho consciência de mim mesmo somente na medida em que para mim sou outro […]”
Nessa perspectiva, o encontro permanente é incessante com o outro possibilita reconhecer a pluralidade do que se é e do que se pode vir a ser (sobre a temática alteridade cf. ZANELLA, 2004a).
Texto acima retirado do artigo da psicóloga Andréa Vieira Zanella: Sobre olhos, olhares e seu processo de (re)produção. In: Lúcia Helena Correa Lenzi; Sílvia Zanatta Da Ros; Ana Maria Alves de Souza; Marise Matos Gonçalves. (Org.). Imagem: intervenção e pesquisa. Florianópolis: Editora da UFSC, 2006, v. , p. 139-150.
terça-feira, 21 de julho de 2009
FLUXO DO PENSAMENTO
A mente possui duas características de análise inicial do mundo externo:
A forma como ordenamos essas informações no segundo instante altera a nossa percepção do mundo. Modificar com a própria vontade o percurso dessas sinapses é um exercício que possibilita maior consciência do mundo.
P.S. Às vezes precisamos colocar em suspensão a emoção para sentirmos leve, dessa forma conseguimos enxergar o todo.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
CONHECER-SE - J.C.A.W. Hare - Guesses at Truth, 454
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
SENTINELA - Antoine Saint-Exupéry
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Yeats Ellman, The Man and the Mask
Alguém que segue tal senda transforma-se numa força benéfica da natureza...
ele não vive para si mesmo, mas para o mundo.
É somente quando o eu pessoal é reduzido a zero
que a união com o `Eu Superior´ pode ter lugar...
Então o brilhante Egoides, o eu divino, pode vibrar numa harmonia consciente
com os dois pólos da Entidade Humana - o homem de matéria purificada
e a sempre pura Alma Espiritual - e misturar-se e mergulhar e tornar-se uno como ela para sempre."
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
CONSCIÊNCIA - Yiuki Doi
Consciência nos traz leveza, somente isso. Yiuki Doi