Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

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domingo, 14 de maio de 2023

DANÇA EFÊMERA

Uma vida é pouco para tamanha dor

Muito pouco para tantas paixões

Para tantas danças, mudanças e sonhos


A vida foi demais para tanta dor

Demasiada para tantas aflições

Para tantas danças, mudanças e sonhos


Você decidiu não ter o amanhã

Renunciar o infinito e o finito,

A dualidade da existência

Adentrar-se no mistério


Eu decidi estar no hoje

Buscar o infinito no finito,

A dualidade da insistência

Encantar-se no mistério


Vida suicida em paixões

Com instinto de sobrevivência

A vida foi demais para tanta dor


Vida kamikaze por paixões

Sem instinto de sobrevivência

Uma vida é pouco para tamanha dor


Texto: Yiuki Doi | Foto: Estúdio no Quintal / Caroline Pellegrini




quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Epicédio – Dicionário Houaiss

Datação
1713 cf. RB
Acepções
■ substantivo masculino
1 hino fúnebre, freq. improvisado, que se cantava nas cerimônias dos funerais
2 Derivação: por extensão de sentido.
lamentação na forma de poema lírico ou sinfônico, ou discurso, dedicado à memória de alguém
Etimologia
gr. epikêdeios,on 'fúnebre, canto fúnebre', pelo lat. epicédíon,ìi 'poema fúnebre'; ver ep(i)-

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O mais pesado dos pesos –Nietzsche

E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e esta luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” – Não se lançaria ao chão e rangerias os dentes e amaldiçarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tú es um deus, e nunca ouvi nada mais divino! Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” pensaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação de chancela? - -

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

OBRAS INCOMPLETAS – Página 208
Seleção de textos de Gérald Lebrun
Tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho
Abril Cultura, 1983
Os Pensadores

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em mil ventos me transformei / 千の風になって (Sen no kaze ni natte) / I am a thousand winds

Cantor: Akikawa Masafumi  (Japan) 
Poesia original: Autor desconhecido (English, EUA, sec XIX)
Compositor: Arai Man (Japan)
Tradução para japonês: Arai Man (Japan)
Tradução para português: Nonaka (Itabirito, MG - Brazil)


Por favor, não chore na frente de minha sepultura.

私のお墓の前で 泣かないでください
(Watashi no ohaka no mae de Nakanai de kudasai)
Do not weep at my grave.

Eu não estou ai, não estou adormecido.

そこに私はいません 眠ってなんかいません
(Soko ni watashi wa imasen Nemutte nanka imasen)
I am not there. I am not sleeping.

Em mil ventos, em mil ventos me transformei.

千の風に 千の風になって
(Sen no kaze ni Sen no kaze ni natte)
A thousand winds. I will become a thousand winds.

Sobrevoando aquele céu imenso.

あの大きな空を 吹きわたっています
(Ano ooki na sora wo fukiwatatte imasu)
I blow in the great sky.

No outono me tornarei a claridade que desce no campo.

秋には光になって 畑にふりそそぐ
(Aki ni wa hikari ni natte Hatake ni furisosogu)
In the autumn, I am the light that falls upon the crop fields.

No inverno me tornarei como diamante,  neve cintilante eu serei.

冬はダイヤのように きらめく雪になる
(Fuyu wa daiya no you ni Kirameku yuki ni naru)
In the winter, I am the falling snow that shines as a diamond

Pela manha serei pássaro que te faz despertar.

朝は鳥になって あなたを目覚めさせる
(Asa wa tori ni natte Anata wo mezamesaseru)
In the morning, I am the bird to whose song you awake.

A noite serei estrela que te protege.

夜は星になって あなたを見守る
(Yoru wa hoshi ni natte Anata wo mimamoru)
At night, I am the stars that watch over you.

Por favor não chore na frente de minha sepultura.

私のお墓の前で 泣かないでください
(Watashi no ohaka no mae de Nakanai de kudasai)
Do not cry at my grave.

Eu nao estou ai, não estou morto.

そこに私はいません 死んでなんかいません
(Soko ni watashi wa imasen Shinde nanka imasen)
I am not there. I did not die.

Em mil ventos, em mil ventos me transformei.

千の風に 千の風になって
(Sen no kaze ni Sen no kaze ni natte.)
As a thousand winds. As a thousand winds.

Sobrevoando aquele céu imenso.

あの大きな空を 吹きわたっています
(Ano ooki na sora wo fukiwatatte imasu)
That blow in the great sky.

Em mil ventos, em mil ventos me transformei.

千の風に 千の風になって
(Sen no kaze ni Sen no kaze ni natte)
As a thousand winds. As a thousand winds.

Sobrevoando aquele céu imenso.

あの大きな空を 吹きわたっています
(Ano ooki na sora wo fukiwatatte imasu)
That blow in the great sky.

Sobravoando aquele céu imenso.

あの大きな空を 吹きわたっています
(Ano ooki na sora wo Fukiwatatte imasu)
I blow in the great sky.

Versão da música em inglês:

 

P.S. Dizem que as orações dos nativos indígenos podem ter influênciado o poema original. Realmente é muito intrigante a referência “taoista” deste poema que nasceu na sociedade americana cristã do século XIX. Yiuki

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Viva cada instante!

Adorei o joke enviado pelo meu amigo Clodoaldo, deixo postado aqui ;)

“Viva cada minuto como se fosse o último, uma hora você acerta!”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O céu está mais lindo

“Os chineses acreditavam que quando um sábio morria, ele não morria, na verdade virava uma estrela. Passando a deixar o céu mais brilhante e belo.” 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A vida escapando

Quando envelhecemos e não conseguimos abrir a mão por perda de articulação e alongamento, isso significa que a vida está escapando pelas mãos… Yiuki

P.S. Aprendi na aula de ki-aikidô do Wilson Hideki Sagae.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Viver

Você não pode escolher como vai morrer ou quando. Você só pode decidir como vai viver agora. Joan Baez - Cantora

terça-feira, 30 de junho de 2009

MORTE - Walter Gutdeutsch

“É necessário passsar pelas portas alquímicas da dor e da morte, transformando a morte em vida.” Walter Gutdeutsch

domingo, 10 de maio de 2009

A VIDA SE EXPANDE E RECOLHE

Tudo que é vivo respira. Ele inspira e expande para posteriormente recolher e implodir.
O processo a morte vem também desse recolhimento. Uma fruta após maturar ao máximo recua para começar o processo de decomposição, o qual dará a vida à semente que carrega no ventre. É uma forma simplíssima de olhar a vida, mas é nela que encontro as respostas de uma vida harmônica.
Uma vez o meu professor de filosofia comentou que o envelhecimento é desencadeado principalmente pelas articulações que perdem a mobilidade. Apartir disso consegui visualizar que essa falta de flexibilidade aproxima-nos da morte encurvando, encolhendo e engruvinhando o nosso corpo.
Hoje ficou claro que essa expansão não se limita ao aspecto físico, ela envolve sentimento e a vocação espiritual. Assim aprendi que precisamos sempre religar os sentimentos, cuidar do corpo e atualizar vocações com intuíto de expandir ao máximo a vida que um dia deverá recolher serenamente aos seios da terra. Yiuki Doi

quarta-feira, 1 de abril de 2009

SABEDORIA QUE A MORTE ENSINA - Rubem Alves

"Quem quer que pare para ouvir as vozes do Outono e da tarde perceberá que, de dentro de sua beleza, nos falam a nossa vida e a nossa morte. Nada mórbido. Só podem viver bem aqueles que aprendem a sabedoria que a morte ensina" (Rubem Alves)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ECLESIASTES 9:5 e 10

Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

sábado, 28 de junho de 2008

Efemeridade das coisas...

Às vezes sinto que soluções que estão externa da gente é fragil demais. Mas também percebo que aquilo que está fora da gente é prazeroso de descobertas e aprendizados. Talvez o segredo não é o que está fora da gente, e sim, a relação que temos do interno para o externo. Porque as coisas externas morrem, eu morro. E o que pode ser renascido, reconfigurado são as relações.

MORTE: Tolstoi

"O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. Aquele que supera esse medo possui tudo, pois é imortal." Léon Tolstoi

FELICIDADE: Victor Hugo

Infeliz do que só tiver amado corpos, aparências, que tudo lhe tirará a morte. Amai as almas se depois da morte as quereis encontrar. Victor Hugo

segunda-feira, 16 de junho de 2008

REBIRTH (Renascimento) - Swami Tilak

"Tão temida e inevitável é a morte! mas muito pouco gente pensa seriamente no problema da morte. Que é a morte? Como ela ocorre? Vem de repente? Ou segue um processo contínuo? Na realidade, não há nenhum momento em que a morte não esteja presente. A morte é o clímax de um processo contínuo que se poderia comumente chamar "transformação". É muito curioso saber que vemos a morte e vemos também a transformação, mas não vemos a morte na transformação e nem a transformação na morte. Se não houvesse a "transformação" não haveria nenhuma morte." (Swami Tilak)

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