Epígrafe: O ser humano floresce quando não precisa enfrentar sozinho a fragilidade da existência.
Lema:
Nesta terra todos cuidam das crianças, dos idosos e dos enfermos.
Este é o princípio originário e irrevogável da comunidade.
A vida não é sustentada pelo medo da morte ou pelo desamparo, mas pela partilha da fragilidade humana.
O cuidado é dever comum, o afeto é direito de todos, e a interdependência é a lei maior.
A partir deste fundamento, o ser humano se emancipa não como indivíduo isolado, mas como parte de um todo vivo, plural e encantado.
É neste pacto que floresce a dignidade, a coragem e a esperança coletiva junto da vocação individual.
Objetivo:
- Acolher a doença e a finitude como partes naturais do ciclo da vida, para integrar a fragilidade humana ao horizonte comunitário.
- Libertar o indivíduo do medo do desamparo, visando religá-lo ao ecossistema e à segurança compartilhada.
- Promover o encanto da coexistência plural, com o propósito de fortalecer vínculos e ampliar a diversidade.
- Potencializar a vocação individual, para que floresça junto ao todo comunitário.
Fundamentos: Aqui afirmamos os princípios que sustentam nossa convivência e o cuidado com a vida.
- Nesta comunidade, todos cuidam da criança, do idoso e do enfermo.
- Saúde, comida, roupa, teto, festa, arte e educação são direitos de todos.
- A sustentação da vida comunitária é uma responsabilidade de todos.
- O trabalho existe para sustentar a vida, não o contrário.
- Não se deve machucar a si, o outro e o ambiente.
- Dialogar é preciso, no tom assertivo e no momento adequado.
- As decisões devem ser coletivas.
Princípios Organizativos - para que o cuidado coletivo seja possível, organizamos nossas responsabilidades de forma transparente, participativa e compartilhada.
- As funções de organização e coordenação serão exercidas coletivamente, preferencialmente em tríades.
- As decisões serão construídas coletivamente e aprovadas por maioria qualificada definida pela comunidade.
- A divisão das tarefas e responsabilidades deve ser construída coletivamente.
- Transparência na gestão dos recursos.
- Rotatividade de funções.
Horizontes - em respeito aos que vieram antes de nós e aos que caminham conosco, mantemos vivos os seguintes horizontes:
- Respeito a todas as individualidades.
- Manejo adequado dos ecossistemas.
- Regeneração do ar, da água e da terra.
- Cultura de paz.
- Inclusão radical: social, cultural, plural e diverso.
- Relações humanas através da admiração e encanto.
- Observar a vida a partir da essência genuína imaterial.
- A comunidade participa da vida política sem abrir mão da autonomia, do diálogo e do cuidado com todas as formas de vida.
Critérios para a atividade econômica comunitária
- Baixo desgaste físico.
-
Possibilidade de participação feminina e intergeracional.
-
Compatível com o cuidado de crianças, idosos e enfermos.
-
Uso de recursos já disponíveis no território.
-
Baixo investimento inicial.
-
Possibilidade de agregação de valor local.
-
Não exigir crescimento infinito.
-
Sustentar a vida comunitária.
Matéria-prima disponível: Jaqueiras
- doce de jaca;
-
geleia;
-
compota;
-
fruta desidratada;
-
polpa congelada;
-
farinha da semente;
-
produtos veganos usando a jaca verde.
Fluxo de arquitetura comunitária
- Os ambientes dos bebês, crianças, adolescentes, idosos e enfermos são coletivos - centralizados e integrados à vida comunitária - mas também abertos para momentos de intimidade e descanso.
- As crianças ficam próximas dos locais de convivência, para que cresçam em meio ao cuidado e à alegria compartilhada.
- Os idosos ficam próximos da vida cotidiana, para que participem das trocas e não sejam isolados.
- Espaços de cuidado conectados às áreas comuns, garantindo acessibilidade e presença constante.
- Trabalho acessível a pé, integrado ao território e ao ritmo comunitário.
- Encontros espontâneos entre gerações, favorecidos por espaços coletivos: praça, cozinha, refeitório, biblioteca, salão de festas, área de lazer e pátios abertos..
- Perguntas a fazer:
- onde ficam as crianças?
- quem cuida dos idosos?
- onde acontece o trabalho?
- como se prepara a comida?
- como se toma decisões?
- como se transmite conhecimento?
- onde ficam: a praça, a sala de estudo, bosque, o pátio, a cozinha, o forno, o galpão, etc.
Projeção de sustentabilidade
- Família: núcleo de cuidado e afeto.
- Comunidade: junção de famílias, organiza a economia e a vida cotidiana comunitária (moradia, alimentação, festa, cultura, educação e convivência).
- Cooperativa: produção, beneficiamento, comercialização, formação profissional e gestão econômica.
- Associação ou Instituto: articula serviços especializados como saúde (médicos, dentistas), justiça (advogados), cultura (projetos, cursos, eventos) etc. Além de realizar captação de recursos e articulações institucionais.
- Federação: união de várias comunidades e associações para decisões de caráter federativo e/ou políticas públicas.
- Política Pública Nacional: cada instância realiza conexão com Estado e programas nacionais, garantindo direitos, deveres, serviços e recursos.
Estudo econômica: Cadeia produtiva da jaca
- Vantagens:
- Matéria-prima já existente.
-
Baixo custo inicial de aquisição.
-
Produto regional.
-
Possibilidade de agregar valor.
-
Trabalho compatível com cooperativa feminina.
-
Possibilidade de participação intergeracional.
- Necessidades:
- Cozinha regularizada.
-
Capacitação sanitária.
-
Embalagem.
-
Marca coletiva.
-
Comercialização.
- Possibilidades de produtos:
- doce cremoso;
-
geleia;
-
compota;
-
fruta desidratada;
-
polpa congelada
- conserva;
-
produtos veganos;
-
recheios.
- farinha;
-
snacks;
-
ingredientes culinários.
- Pergunta principal:
- Como transformar a abundância de jacas do território em renda comunitária sem comprometer os princípios de cuidado da comunidade?
- Implementação:
- Fase 1 - Experimentação.
- coleta das jacas;
-
testes de receitas;
-
definição dos produtos;
-
degustações;
-
cálculo de rendimento;
-
identidade visual;
-
aceitação do mercado
- Nessa fase, muita gente investe em estrutura antes de saber se o produto funciona.
- Fase 2 — Cozinha comunitária regularizada - Dependendo da legislação municipal e estadual, pode ser suficiente uma cozinha de processamento de alimentos de pequeno porte com:
- piso lavável;
- paredes adequadas;
- água potável;
- área de higienização;
- equipamentos de inox;
- armazenamento adequado;
- boas práticas de fabricação.
- Nem sempre é necessário construir uma "fábrica".
- Fase 3 — Unidade agroindustrial - Quando a produção cresce, então surge algo mais próximo de uma agroindústria familiar ou cooperativa de.
- doces;
- geleias;
- compotas;
- frutas desidratadas;
- polpas.
Amei !
ResponderExcluirUtopia é vida.