Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

terça-feira, 26 de maio de 2026

Capital cultural de Pierre Bourdieu

 O conceito de capital cultural de Pierre Bourdieu busca explicar que as desigualdades sociais não acontecem apenas por dinheiro (capital econômico), mas também pelo acesso desigual à:

  • conhecimento;
  • linguagem;
  • repertório cultural;
  • educação;
  • gostos;
  • hábitos;
  • e formas de comportamento valorizadas socialmente.

Ou seja:

certas culturas e modos de existir são reconhecidos como “mais legítimos” pelo sistema social.

Exemplo simples:
uma criança que cresce numa família:

  • que lê livros;
  • frequenta museus;
  • conhece música erudita;
  • sabe falar dentro da norma culta;
  • entende códigos acadêmicos;

já chega na escola com vantagens invisíveis.

Enquanto outras pessoas possuem saberes profundos:

  • populares;
  • corporais;
  • comunitários;
  • ancestrais;
  • territoriais;
  • artísticos;
  • ou tradicionais,

mas esses conhecimentos muitas vezes não são reconhecidos institucionalmente.

Então Bourdieu mostra que:

a escola frequentemente reproduz desigualdades ao valorizar determinados repertórios culturais como “naturais” ou “superiores”.

Ele divide o capital cultural em três formas principais:

  • Incorporado
    aquilo que o corpo aprende e carrega:
    • modo de falar;
    • postura;
    • gostos;
    • repertório;
    • sensibilidade;
    • maneiras de agir.
  • Objetivado
    bens culturais materiais:
    • livros;
    • instrumentos;
    • obras de arte;
    • acesso à cultura.
  • Institucionalizado
    reconhecimento formal:
    • diplomas;
    • títulos;
    • certificados.

Muitas vezes existem:

  • inteligências;
  • sensibilidades;
  • técnicas;
  • cosmologias;
  • e conhecimentos sofisticadíssimos

que o sistema dominante simplesmente:

não reconhece como “capital legítimo”.

Então o conceito de capital cultural ajuda a entender:
como a desigualdade também opera:

  • no simbólico;
  • no sensível;
  • na linguagem;
  • no gosto;
  • e na validação social dos saberes.

domingo, 24 de maio de 2026

Martin Heidegger: Befindlichkeit - “disposição afetiva”, “tonalidade afetiva” ou “estado de ânimo

 O Martin Heidegger rompe parcialmente com a tradição filosófica que entendia emoção como algo:

  • secundário;
  • irracional;
  • ou que atrapalha o pensamento.

Para ele, nós nunca percebemos o mundo de maneira neutra ou puramente racional.
Nós sempre já estamos:

afetivamente lançados no mundo.

Um conceito central dele é:

Befindlichkeit
(às vezes traduzido como “disposição afetiva”, “tonalidade afetiva” ou “estado de ânimo”).

A ideia é muito profunda:
antes mesmo de formular pensamentos conscientes,
o mundo já nos aparece através de um clima afetivo.

CHAT GPT

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Paradigma a ser superado - Kaká Werá

Anotações feitas a partir da fala do Kaká Werá no:

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS DA UNESPAR. 

VELHO PARADÍGMA:

- Escravização dos seres humanos e animais; 

- Exploração dos recursos naturais em prol do desenvolvimento; 

- Envenenamento do ar, da água e da terra;

- Fomento da guerra como estratégia de fomento de riqueza

- Exclusão e invisibilidade social de parte da sociedade.

- Manipulação das relações humana em busca de poder

- A vida como sistema material (a vida é um sistema imaterial, que também se apresenta como material)


NOVOS PARADÍGMAS:

- Respeito a todas as individualidades;

- Manejo adequado dos ecossistemas;

- Regeneração do ar, da água e da terra; 

- Cultura de paz;

- Inclusão radical: social, cultual, diversidade etc.

- Relações humanas através da admiração e encanto.

- Observar a vida a partir da essência genuína imaterial.

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Felicidade

 A felicidade não é a ausência de conflito, e sim a habilidade de lidar com ele. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo, mas ela torna tudo melhor. (autor desconhecido)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

DOR DO SUICÍDIO

Para quem fica só nos resta a coragem. Sobre arrependimento do que não foi feito, dito, realizado acabam virando cicatriz que nada parece aliviar a dor. Contudo, creio que essa dor não deva nos imobilizar para sempre. Pois, ela precisa potencializar a nossa vida, assim como a tristeza precisa nos engrandecer como pessoa no mundo. Não é fácil, mas optei viver com coragem e me tornar uma pessoa melhor pelo que não consegui fazer no passado. Então, para quem fica sobra a garra de superar a si diariamente, gerando novas possibilidades de existência. Acredito que esse processo pode materializar a alegria adjunto da tristeza, afinal reinventar-se pela dor é um processo elaborativo e criativo, o qual é imbuída de amor, alegria e coletividade. Portanto, aceito que a dor seja eterna em mim. Acolho ela e busco atualizar diariamente a minha sensação, sentimento e sentido junto a sociedade. Assim sendo, a dor pode ser minha, mas sei que a responsabilidade sobre os casos de suicídios também é da sociedade. No mundo que imagino e que muitos defendem, tenho fé de que muitas pessoas teriam seguidos com suas jornadas. Por isso, vamos construir um mundo mais sensível, plural e diverso - isso é um trabalho coletivo e comunitário. 

Yiuki


Versão simplificada:



REINVENTAR-SE PELA DOR

Há dores que aprendemos a conviver com elas. Pois, só nos restou a coragem de superar a si mesmo - concebendo novas existências. Creio que esse processo pode materializar a alegria adjunto da tristeza. Afinal, reinventar-se pela dor é um processo elaborativo e criativo, o qual é imbuído de amor, alegria e coletividade. Então, aceito que haja dores eternas dentro de mim. Acolho-as e busco atualizar a minha sensação, sentimento e sentido diante da vida que me atravessa.

Foto: Estúdio no Quintal / Caroline Pellegrini
Bailarinos: Yiuki Doi e OberDan Piantino
Texto: Yiuki Doi

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Feliz Casamento

Desejamos que vocês possam ser fiéis no amor e infiéis nas paixões.

Fiel no amor consigo, com a família, o trabalho e tudo que realmente é importante para o casal. Infiéis nas mais variadas paixões do cotidiano: num curso, num copo de bebida, num prato especial, numa roupa, num por de sol etc. Pois, é na renovação das paixões que o amor se alimenta.

Que vocês possam compreender que 1 + 1 é muito mais do que 2. E que estes elementos a mais precisam de sacro-ofício. Que sempre possam se encantar com o mundo que é maior do que vocês, pois acreditamos que ninguém pode ser o universo do outro. Afinal, ele é maravilhoso para ser vivido por todos.

Desejamos que, nos momentos mais difíceis, haja compreensão de um(a) oferecer ombro para que o(a) outro(a) possa descansar, recompor e sonhar novamente. Que esses afetos sejam mútuos a cada desafio que possa se apresentar.

Que tenham alegria naquilo que somente a união matrimonial oportuniza a sonhar, a elaborar e a construir. Que cada passo do casal se edifique com amorosidade, respeito e cuidado, tornando-se pessoas melhores consigo e com outros. 

Feliz casamento!

22 de novembro de 2023

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