“O valor da vida está nas apreciações: estas são algo criado, que não tirado, nem apreendido, nem vivenciado. Aquilo que é criado precisa ser anulado, para dar lugar à nova criação: ao poder viver das apreciações pertence sua capacidade de serem aniquiladas. O criador tem sempre de ser um aniquilador. Porém, a própria apreciação não pode se aniquilar: mas isso é a vida.” (Nietzsche)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
O andarilho fala … by Nietzsche
“O andarilho” fala. – Para uma vez ver com distância nossa moralidade européia, para medi-la com outras moralidades, anteriores ou vindouras, é preciso fazer como faz um andarilho que quer saber a altura das torres de uma cidade: para isso ele deixa a cidade. “Pensamentos sobre preconceitos morais”, caso não devam ser preconceitos sobre preconceitos, pressupõem uma oposição fora da moral, algum além do bem e mal, ao qual é preciso subir, galgar, voar – e no caso dado, em todo caso, um além de nosso bem e mal, uma liberdade diante de toda “Europa”, esta última entendida como uma soma de juízos de valor imperativos, que nos entraram na carne e no sangue. Querer partir precisamente nessa direção, ir nessa direção, é, talvez, um pequeno disparate, um bizarro, irracional tu tens de” – pois também nós, os conhecedores, temos nossas idiossincrasias da “vontade não-livre” – : a questão é se se pode efetivamente ir nessa direção. Isso dependeria de múltiplas condições; no principal, a pergunta é, quão leves ou quão pesados nós somos, o problema de nosso “peso específico”. É preciso ser muito leve para levar sua vontade de conhecimento até uma tal distância e como que para além de seu tempo, para se criar olhos para a supervisão de milênios e ainda por cima céu puro nesses olhos! É preciso ter-se desvencilhado de muito daquilo que, precisamente a nós,: Europeus de hoje oprime, entrava, mantém abaixados, torna pesados. O homem de um tal além, que quer discernir as mais altas medidas de valor de seu tempo, precisa para isso, primeiramente “superar” em si mesmo esse tempo – é a prova de sua força – e, consequentemente, não só seu tempo, mas também a má vontade e contradição que ele próprio teve até agora contra esse tempo, seu sofrimento com esse tempo, sua extermporaneidade, seu romantismo… Nietzsche
A perfeição–Helena P. Blavastsky
“A perfeição, para ser completa, deve nascer da imperfeição; o incorruptível deve brotar do corruptível, tendo a este por veículo, base e contraste.” Helena P. Blavastsky
Esperança – Marcio Baraco
Entre utopia ingênua e derrotismo cínico existe um mar de esperança.
Marcio Baraco
Aceitar
Fazer parte de…
Para poder transformar.
Marina Scandolara
• Não é acomodar
• Você não se anula da ação.
• “Ouve a onda, faz parte da onda do ambiente, você não se anula para ouvir a onda”
• Aceitar = não é se anular.
FIGURINO
O bom figurino de teatro: ele deve ser material o bastante para significar e transparente o bastante para não constituir seus signos em parasitas. O vestuário tem como função seduzir os olhos, não convencê-los'. Roland Barthes (2009, p.85)