"Não estamos aqui para mudar o mundo, mas para mudar como individuos e então espalhar nossa influencia". (Deepak Chopra)
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Saudade – Rubem Alves
"Saudade é a dor que se sente quando se percebe a distância que existe entre o sonho e a realidade." (Rubem Alves)
quarta-feira, 16 de março de 2011
Elefante Branco Gigante
Se algo te incomoda, esse algo não tem obrigação de mudar, você que precisa aprender com isto. (ensinamento da minha amiga Keiko)
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Presente (Mahatma Ghandi)
“Se pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo a resposta e
a força para encontrar a saída.”
Mahatma Ghandi
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Aparências – por José Saramago
Suponho que no princípio dos princípios, antes de havermos inventado a fala, que é, como sabemos, a suprema criadora de incertezas, não nos atormentaria nenhuma dúvida séria sobre quem éramos e sobre a nossa relação pessoal e colectiva com o lugar em que nos encontrávamos. O mundo, obviamente, só podia ser o que os nossos olhos viam em cada momento, e também, como informação complementar não menos importante, aquilo que os restantes sentidos – o ouvido, o tacto, o olfacto, o gosto – conseguissem perceber dele. Nessa hora inicial, o mundo foi pura aparência e pura superfície. A matéria era simplesmente áspera ou lisa, amarga ou doce, azeda ou insípida, sonora ou silenciosa, com cheiro ou sem cheiro. Todas as coisas eram o que pareciam ser pelo único motivo de que não havia qualquer razão para que parecessem e fossem outra coisa. Naquelas antiquíssimas eras não nos passava pela cabeça que a matéria fosse “porosa”. Hoje, porém, embora sabedores de que desde o último dos vírus até ao universo, não somos mais do que organizações de átomos e que no interior deles, além da massa que lhes é própria, ainda sobra espaço para o vácuo (o compacto absoluto não existe, tudo é penetrável), continuamos, tal como o haviam feito os nossos antepassados das cavernas, a apreender, identificar e reconhecer o mundo segundo a aparência com que se nos apresenta. Imagino que o espírito filosófico e o espírito científico, coincidentes na sua origem, deverão ter-se manifestado no dia em que alguém teve a intuição de que essa aparência, ao mesmo tempo que imagem exterior capturável pela consciência e por ela utilizada, podia ser, também, uma ilusão dos sentidos. Se bem que habitualmente mais referida ao mundo moral que ao mundo físico, é conhecida a expressão popular em que aquela intuição veio a plasmar-se: “As aparências iludem.” Ou enganam, que vem a dar no mesmo.