Há uma razão, no curto brilho de uma estrela cadente.
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Presente (Mahatma Ghandi)
“Se pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo a resposta e
a força para encontrar a saída.”
Mahatma Ghandi
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Aparências – por José Saramago
Suponho que no princípio dos princípios, antes de havermos inventado a fala, que é, como sabemos, a suprema criadora de incertezas, não nos atormentaria nenhuma dúvida séria sobre quem éramos e sobre a nossa relação pessoal e colectiva com o lugar em que nos encontrávamos. O mundo, obviamente, só podia ser o que os nossos olhos viam em cada momento, e também, como informação complementar não menos importante, aquilo que os restantes sentidos – o ouvido, o tacto, o olfacto, o gosto – conseguissem perceber dele. Nessa hora inicial, o mundo foi pura aparência e pura superfície. A matéria era simplesmente áspera ou lisa, amarga ou doce, azeda ou insípida, sonora ou silenciosa, com cheiro ou sem cheiro. Todas as coisas eram o que pareciam ser pelo único motivo de que não havia qualquer razão para que parecessem e fossem outra coisa. Naquelas antiquíssimas eras não nos passava pela cabeça que a matéria fosse “porosa”. Hoje, porém, embora sabedores de que desde o último dos vírus até ao universo, não somos mais do que organizações de átomos e que no interior deles, além da massa que lhes é própria, ainda sobra espaço para o vácuo (o compacto absoluto não existe, tudo é penetrável), continuamos, tal como o haviam feito os nossos antepassados das cavernas, a apreender, identificar e reconhecer o mundo segundo a aparência com que se nos apresenta. Imagino que o espírito filosófico e o espírito científico, coincidentes na sua origem, deverão ter-se manifestado no dia em que alguém teve a intuição de que essa aparência, ao mesmo tempo que imagem exterior capturável pela consciência e por ela utilizada, podia ser, também, uma ilusão dos sentidos. Se bem que habitualmente mais referida ao mundo moral que ao mundo físico, é conhecida a expressão popular em que aquela intuição veio a plasmar-se: “As aparências iludem.” Ou enganam, que vem a dar no mesmo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ir ao supermercado é fazer política - Samantha Buglione
“Ir ao supermercado é fazer política. É fazer escolhas. É dizer que tipo de produção de alimentos queremos e que tipo de empregos queremos financiar. O ato de escolher e comprar o que se vai consumir pode ser silencioso, mas é muito poderoso.”
“A escolha do produto até pode se dar por razões econômicas, busca de qualidade ou, ainda, ideologia. Contudo, ao escolher um produto também se escolhe, querendo ou não, uma forma de produção, um tipo de relação de trabalho, um determinado impacto ambiental. Em suma, comprar algo é trazer para casa, além do produto, a sua cadeia de fabricação e as conseqüências. Ignorar esses fatores é se proteger de dois elmentos do conhecimento: liberdade e responsabilidade.”
Samantha Buglione, Jurista e professora
Texto completo é òtimo e curtinho. Quem quiser Clique aqui. Yiuki
P.S. Acho que consumismo do design ou da tecnologia não vale apena se pensarmos na consequência no impacto ambiental. Criar novas tecnologias é necessario, criar arte é necessário, contudo, somente, se responsabilizamos do inicio, meio e o fim deles. A motivação da geração de novos conhecimentos deveria ser por outra finalidade… Yiuki
domingo, 16 de janeiro de 2011
Estrela na Terra – Miyuki Nakajima
Raramente deixo uma música aqui, mas esta em particular é muito linda, por isso deixo postado. Segue também a tradução que encontrei neste site (a tradução perde um pouco da força original que ela possui). Para mim é tocante, pois diz que as maiores estrelas estão aqui na Terra. Ninguém percebe pégaso do prado, a estrela que possa existir na esquina da nossa casa. As pessoas olham apenas o céu, mas é preciso conectar com as estrelas que estão aqui em baixo. Precisamos encontrar elas, ligar os pontos, no meio dos ventos, areias, penhascos, cidades, etc. A humanidade se iludem, apenas apanham gelos cintilantes. A narradora olha para o alto, encontra uma andorinha e súplica que mostre as Constelações da Terra. A voz da cantora é linda, nós emociona mais ainda. Espero que curtem a música. Yiuki Doi
P.S.1. Algo que é natural da cultura japonesa, adoramos as imagens, o haikai faz parte do quotidiano da cultura. A letra original nos eduzem imagens dessas constelações misturados nas paisagens naturais e artificiais.
Estrelas na Terra - Miyuki Nakajima (Chijou no Hoshi - Nakajima Miyuki)
Plêiades no meio dos ventos.
Galáxia dentro das areias.
Desapercebidas, para onde todos se foram?
Pégasu do prado.
Vênus da esquina.
Desprotegidas, para onde todos se foram?
As estrelas que se encontram na terra, ninguém se recordam delas,
As pessoas olham somente para o céu.
Andorinha, do alto deste firmamento, indique as estrelas na Terra.
Andorinha, as estrelas na Terra, aonde se encontram agora?
Júpiter sobre penhasco.
Sírio no fundo da água.
Desprotegidas, para onde todos se foram?
Em busca dos ilustres brilhantes,
Almejando aquilo que brilha,
As pessoas apanham somente gelos.
Andorinha, do alto deste firmamento, indique as estrelas na Terra.
Andorinha, as estrelas na Terra, aonde se encontram agora?
Em busca dos ilustres brilhantes,
Almejando aquilo que brilha,
As pessoas apanham somente gelos.
Plêiades no meio dos ventos.
Galáxia dentro das areias.
Desapercebidas, para onde todos se foram?
Andorinha, do alto deste firmamento, indique as estrelas na Terra.
Andorinha, as estrelas na Terra, aonde se encontram agora?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Utopia…
“Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
Mário Quintana