“A verdade sempre sabemos onde encontrar, basta fechar os olhos e sentí-la.” Edson Walker
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Amor paternal
Descubro que às vezes amor e admiração não basta para nos entendermos. Podemos nos amar tanto, mas existe um mundo que nos separa. Devoção em nos criar, sorriso tímido e poucas palavras pela vida dura. Opções, às vezes me questiono o que foi isso para mim e para ti… Enfim, descubro que não tenho opção de não te amar e não te admirar.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Cuidado profissional: formação, produção, difusão e memória.
- Formação*: Transmissão da magia já existente na sociedade.
- Aluno
- Professor
- Produção: A partir da formação criamos novos conhecimentos, produtos, artes, espetáculos, etc.
- Divulgação: Não basta produzir ou formar, precisamos divulgar e expandir.
- Memória: Arquivar fisicamente os conhecimentos para que futuramente alguém possa se beneficiar.
* Formação muitas vezes precisa de manutenção.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Purificação
"O que atua generosamente, por dever e amor para os demais e para si mesmo, purifica suas ações." Autor desconhecido
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Olhar é um ato de escolha - John Berger
“Só vemos aquilo que olhamos. Olhar é um ato de escolha. Como resultado dessa escolha, aquilo que vemos é trazido para o âmbito do nosso alcance – ainda que não necessariamente ao alcance da mão. Tocar alguma coisa é situar-se em relação a ela. […]. Nunca olhamos para uma coisa apenas; estamos sempre olhando para a relação entre as coisas e nós mesmos. Nossa visão está continuamente ativa, continuamente em movimento, continuamente captando coisas num círculo à sua própria volta, constituindo aquilo presente para nós do modo como estamos situados.”
John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)
P.S. Aquilo que não conseguimos ligar os pontos (relacionar) não enxergamos. Yiuki
Natureza da reciprocidade da visão - John Berger
Logo depois de podermos ver, nos damos conta de que podemos também ser vistos. O olho do outro combina com o nosso próprio olho, de modo a tornar inteiramente confiável que somos parte do mundo visível.
Se aceitarmos qeu podemos ver aquele morro ao longe, estamos propondo que daquele morro podemos ser vistos. A natureza da reciprocidade da visão é mais fundamental do que a do diálogo falado. E com frequência o diálogo é uma tentativa de verbalizar isso… uma tentativa de explicar como, quer metaforica ou literalmente, “você vê as coisas”, e uma tentativa de descobrir como “ele vê as coisas”.
John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)
Ver precede as palavras - John Berger
“Ver precede as palavras. A criança olha e reconhece, antes mesmo de poder falar.
Mas existe ainda outro sentido no qual ver precede as palavras: o ato de ver que estabelece nosso lugar no mundo circundante. Explicamos esse mundo com as palavras, mas as palavras nunca poderão desfazer o fato de estarmos por ele circundados. A relação entre o que vemos e o que sabemos nunca fica estabelecida. A cada tarde, vemos, o Sol se pôr. Sabemos que a Terra está se movimentando no sentido de afastar dele. No entanto, o conhecimento, a explicação quase nunca combinam com a cena.”
John Berger – Modos de Ver - Tradução: Lúcia Olinto (J. Berger, Ways of Seeing. London: BBC 1972, p. 7)