Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Infância - Antoine Saint-Exupéry

“Lembro dos brinquedos de minha infância, do parque sombrio e dourado que havíamos povoado de deuses, do reino sem limites que fundamos naquele quilometro quadrado nunca inteiramente conhecido, inteiramente revolvido. Formávamos uma civilização fechada onde os passos tinham gosto, onde as coisas tinham um sentido que não existia em nenhuma outra. Quando nos fazemos homens e vivemos sob outras leis, que resta daquele parque cheio de sombras da infância, cheio de magia, ardente e gelada! Hoje, quando voltamos ali, caminhamos com uma espécie de desespero, pelo lado de fora, ao longo de seu pequeno muro de pedras cinzenta, admirados de achar fechada em um recinto tão estreito uma província que era nós o infinito, e compreendendo que nesse infinito não entraremos nunca mais. Porque é a infância, e não ao parque, que seria preciso regressar.”

(Página 87, Terra dos Homens – Antoine Saint-Exupéry)

Só o Espírito, soprando sobre a argila, pode criar o Homem - Antoine Saint-Exupéry”

“Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. Inclinei-me sobre a fronte lisa, a pequena boca ingênua. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, eis Mozart criança, eis uma bela promessa da vida. Não são diferentes dele os belos príncipes das lendas. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos cafés-concertos. Mozart está condenado.

Voltei par ao meu carro. E pensava: essa gente quase não sofre do seu destino. E o que me atormenta aqui não é a caridade. Não se trata de gente se comover sobre uma ferida eternamente aberta. Os que a levam não a sentem. É alguma coisa a espécie humana, e não o indivíduo, que está ferida, que está lesada. Não creio na piedade. O que me atormenta é o ponto de vista do jardineiro. O que me atormenta não é essa miséria na qual, afinal de contas, a gente se acomoda, como no ócio. Gerações de orientais vivem na sujeira e gostam de viver assim.

O que me atormentam, as sopas populares não remedeiam. O que me atormenta não são essas faces escavadas nem essas feiúras. É Mozart assassinado, um pouco, em cada um desses homens.

Só o Espírito, soprando sobre a argila, pode criar o Homem.”

(Página 140, Terra dos Homens – Antoine Saint-Exupéry)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nossa alma vibra em acordes

Não importa o tempo, vidas passadas e futuras vidas, todas as almas que buscam a mesma evolução se comunicam e ressoam mutuamente.”  Yiuki Doi

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Amor Platônico

“Segundo Platão, o Belo é igual ao Justo, ao Bom, ao Verdadeiro. O Amor busca-os porque necessita do Belo, do Justo, do Bom e do Verdadeiro, lançando-se atrás deles. Esse é o amor platônico: encontrar a parte da Alma que nos falta, numa pessoa que represente para nós o Bom, o Belo, o Verdadeiro e o Justo.
Desse ponto de vista, mudam muitos conceitos, incluindo aqueles sobre a geração, já que o Amor pode ter como finalidade a gestação, mas há distintos tipos de fecundidade. Não somente podem fecundar corpos novos como podem gerar outros inúmeros elementos: idéias, sentimentos, virtudes. Assim, esse amor que nos apresenta Platão, brilha, não como impossível ou como uma contradição do amor sexual, mas expõe um tesouro que está ao alcance das mãos, se nos atrevermos a buscá-lo.”

“…aquele que ama, enriquece, porque busca o que não tem e tenta recobrar aquilo que lhe falta…”

Délia Steinberg Guzmán (Coleção Pérolas de Sabedoria: Amor Platônico versus Amor Sexual)

O céu está mais lindo

“Os chineses acreditavam que quando um sábio morria, ele não morria, na verdade virava uma estrela. Passando a deixar o céu mais brilhante e belo.” 

terça-feira, 18 de maio de 2010

Entusiasmo

“En Theos”, “Theos en” “Deus em”, “Deus Dentro”, “Deus no homem”. Sentir Divindade dentro de nós, felicidade em saber algo além desta casca da matéria que nos envolve, orgulho de compreender além do tempo que nos limita.

Délia Steinberg Guzmán

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