Espaço para desvanecer a cada instante. Aqui se encontram textos, imagens e gráficos de vários autores. Sempre precisei colecionar o que eu chamo de figurinhas mágicas. São cartas que abrem novos horizontes e paisagens. Então, boa viagem ;)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O andarilho fala … by Nietzsche

“O andarilho” fala. – Para uma vez ver com distância nossa moralidade européia, para medi-la com outras moralidades, anteriores ou vindouras, é preciso fazer como faz um andarilho que quer saber a altura das torres de uma cidade: para isso ele deixa a cidade. “Pensamentos sobre preconceitos morais”, caso não devam ser preconceitos sobre preconceitos, pressupõem uma oposição fora da moral, algum além do bem e mal, ao qual é preciso subir, galgar, voar – e no caso dado, em todo caso, um além de nosso bem e mal, uma liberdade diante de toda “Europa”, esta última entendida como uma soma de juízos de valor imperativos, que nos entraram na carne e no sangue. Querer partir precisamente nessa direção, ir nessa direção, é, talvez, um pequeno disparate, um bizarro, irracional tu tens de” – pois também nós, os conhecedores, temos nossas idiossincrasias da “vontade não-livre” – : a questão é se se pode efetivamente ir nessa direção. Isso dependeria de múltiplas condições; no principal, a pergunta é, quão leves ou quão pesados nós somos, o problema de nosso “peso específico”. É preciso ser muito leve para levar sua vontade de conhecimento até uma tal distância e como que para além de seu tempo, para se criar olhos para a supervisão de milênios e ainda por cima céu puro nesses olhos! É preciso ter-se desvencilhado de muito daquilo que, precisamente a nós,: Europeus de hoje oprime, entrava, mantém abaixados, torna pesados. O homem de um tal além, que quer discernir as mais altas medidas de valor de seu tempo, precisa para isso, primeiramente “superar” em si mesmo esse tempo – é a prova de sua força – e, consequentemente, não só seu tempo, mas também a má vontade e contradição que ele próprio teve até agora contra esse tempo, seu sofrimento com esse tempo, sua extermporaneidade, seu romantismo… Nietzsche

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